Obra Recomendada com Dicas para Escritores

Olá, pessoas!

Para você que gosta de escrever, mas é inseguro, não sabe muito bem por onde começar e não consegue perceber se está no caminho certo, recomendo muito, mas muito mesmo, a obra “Sobre a Escrita”, de Stephen King. É, certamente, um dos livros mais inspiradores que li na vida, e lamento não ter tido contato com material desse tipo anos antes. Hoje, fico pensando no tempo que perdi escrevendo sem um direcionamento. Mas, enfim… sempre é tempo de aprender, né?


Bom, vamos lá… o que Sobre a Escrita tem de tão especial?

Vou elencar aqui algumas dicas baseadas no livro De King, para mostrar o quão útil pode ser o livro, para escritores iniciantes, e para aqueles com alguma experiência, mas que acreditam que sempre é possível melhorar.

Dica Número UM!

Não pense muito. Simplesmente… escreva!

Como assim? Sabe aquela história do bloqueio criativo? Pois é. Vai escrever? Saia do Facebook, evite fazer pesquisas relacionadas à sua história, esqueça que existem gramática, ortografia e coesão textual. Nada disso importa. Deixa a bagaça fluir! Viva e deixe viver! O texto precisa de ar, precisa ser feliz! Depois corrige, acerta, corta, enfeita. Por enquanto, apenas… escreva! Parece tão óbvio, né? E é. Mas eu não fazia isso, me enrolava todo e tinha um ritmo de lesma. Não que eu tenha melhorado muito. Essa dica continua servindo para mim. Mas hoje em dia eu me preocupo menos com os erros e acertos em um primeiro momento.

Dica Número DOIS!

Dedique o máximo de tempo diário para ler e escrever.

Stephen King insiste violentamente nisso. Leia muito, escreva demais. Por mais bagunçada que seja a sua rotina, se você pretende levar a sério a vida de escritorete, organize-se no sentido de escrever o máximo possível, todos os dias. Defina metas, se achar melhor. Faça um cronograma, sei lá, vire-se ahahaha! E leia MUITO, leia pra baralho! Porque escritor que tem preguiça de ler não é escritor.

Dica Número TRÊS!

Em nome da fluidez, deixe os floreios e detalhes para depois.

Mais ou menos o que coloquei na primeira dica. Simplesmente escreva. Permita-se negligenciar a beleza poética de seu texto, deixe a gramática e a ortografia de lado, e escreva e escreva e escreva… é muito motivador quando conseguimos escrever mil, duas mil ou mais palavras diárias, sem parar para fazer aquelas pequenas revisões que nos tiram um tempo enorme. A revisão e os acertos ficam para um segundo momento.

Dica Número QUATRO! (Isso me lembra Divergente…)

Os diálogos devem soar naturais.

Calcanhar de Aquiles de muitos escritores, os diálogos são mais difíceis de escrever do que parecem. Há uma série de técnicas. Pontuação correta é importantíssimo. Há uma série de normas para isso, e também para o uso de rótulos de fala e marcadores de ação. Há muitos sites que ensinam a escrever diálogos corretamente. Mas o que importa aqui, num primeiro momento, é que as conversas soem NATURAIS. E, para isso, o escritor deve saber captar a forma como as pessoas falam na vida real. Cada personagem deve ter uma “dicção” própria, um jeito único de se comunicar. Se os personagens parecem todos iguais em sua história, há algo errado. Reler os diálogos em voz alta é útil para perceber se dá para imaginar as pessoas falando da forma escrita.

Dica Número CINCO!

Não explique demais ao leitor. Ele deve entender por si.

Como assim, Padawan? Basicamente, não force a amizade, não subestime a inteligência do leitor, e deixe que ele mesmo capte as sutilezas de sua narrativa. Explicação demais irrita e deixa o texto maçante. Entendeu?

Dica Número SEIS!

Fala uma lipoaspiração em seu texto.

Uma das coisas mais importantes que aprendi, na artes das escrivinhações. Sobre a Escrita, do Titio King, é simplesmente sensacional nesse aspecto. Vou colocar aqui o mesmo exemplo usado na minha postagem original. Compare as sentenças abaixo:

A) Definitivamente, não consigo entender o que está acontecendo com ela.
B) Não entendo o que acontece com ela.

Pergunta: qual a “menor pior?” E por quê? Pode ser que, à primeira vista, a frase A pareça melhor, mais completa, mais “rica”, sei lá, mas imagine isso em um livro inteiro. Na página dois, você taca o livro na parede e se mata.

Taí, amigas e amigos, companheiras e companheiros, criaturas e criaturos! Comentem, sugiram, xinguem, compartilhem, nem que seja pra dizer: “ainnn, esse cara é retardado, só escreve coisas óbvias, eu sei tudo isso aí”! Obrigado pela paciência!

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