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Piticas e Funko viram parceiras no Brasil e fortalecem mercado geek

Olhos grandes e cabeças bem maiores que o corpo. As características são de uns bonequinhos já famosos no Brasil e que ganharam uma nova porta de entrada. A Funko, empresa de colecionáveis criada em 1998, abraçou o país através de parceria com a Piticas, que passa a ser a distribuidora oficial dos produtos. A companhia americana tem dezenas de licenças e várias linhas, entre elas a Pop!, carro-chefe desse acordo.

Inicialmente, a Piticas fechou duas levas de 80 modelos e 27 mil itens em cada. Mas não para por aí. A parceria prevê itens exclusivos e limitados da loja brasileira, como acontece no exterior com as lojas Hot Topic, Target, Barnes & Noble, por exemplo. O primeiro item único da Piticas será lançado perto da estreia de “Vingadores: Ultimato”, quarto longa da franquia criada pela Marvel e o filme mais aguardado do ano. 

OFICIALIDADE

A Funko está muito feliz em ter alguém oficial no Brasil. É muito complicado fazer isso com pequenos distribuidores no país. De forma oficial, a conta não fecha para vender a R$70. Não é realístico. E a Funko não quer isso. Além de vendas, eles priorizam a marca. Como está sendo trabalhada a marca no país? Eles querem os produtos em lojas padronizadas, que consigam fazer de forma bem sinalizada. Estamos até revendo nosso projeto de loja para ter um corner para Funko, tudo bem desenhado. O Brasil é um mercado forte, mas precisa saber trabalhar isso. Eu não consigo, como Piticas, ir atrás de distribuidores que fazem da forma errada, não detenho a marca. A gente sinaliza para a Funko e eles tomam as ações que acham pertinentes. Não queremos monopolizar o mercado, nem temos força para isso, mas queremos fazer da forma correta. Outros distribuidores estão enxergando que o mercado está fechando para eles. E alguns já vieram falar com a gente: “vocês vão trazer mesmo?”, “a gente pode comprar de vocês?”. Existe uma procura gigantesca nesse sentido, de outros players querendo comprar da gente. O que não acho impossível. Quero ter produtos exclusivos que só é possível encontrar na Piticas. E outros produtos que são mais gerais não vejo problemas de vender para fora. Temos que traçar a estratégia antes de apertar o gatilho.

PREÇOS

Junto com a Funko desenvolvemos uma tabela de preços, que seja sustentável. de R$ 99 a R$ 129, em média. Devem existir as promoções, de R$ 89, R$ 79, por exemplo, e os exclusivos que são mais caros. Mas vender Funko a R$ 70 não é realístico. A partir de R$99 é um valor razoável por estar fazendo a coisa da forma correta. É muito o que aconteceu com as camisetas da Piticas, que vão de R$ 49 a R$ 69 em média. Existe camiseta a R$ 30? Sim, mas não tem controle de qualidade, variedade de estampas, licença por trás. Nesse nosso nicho de mercado o fã preza pelo oficial, pelo licenciado. Ter a segurança de comprar algo oficial e de forma correta, ir até uma loja, escolher, pegar no produto, isso tudo agrega valor ao produto. Os R$ 10 a mais valem a pena pela facilidade e confiança no que entrego.

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via propmark

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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