Representação e força feminina são destaques no novo filme dos Power Rangers 7
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Representação e força feminina são destaques no novo filme dos Power Rangers

Na postagem sobre a crítica do filme, falei um pouco sobre esta visibilidade do feminino. Mas ainda foi pouco para a magnitude do que foi representado no filme.

Como todos sabem vivemos em uma cultura patriarcal, onde o feminino ainda é visto como inferior. Por mais que alguns homens não concordem com esta afirmação, os comportamentos dos mesmos dizem o contrário daquilo que eles defendem. O feminino ainda é considerado inferior. Existe uma luta por parte das mulheres por igualdade de gênero, onde se tem grandes conquistas, mas a luta ainda está longe de acabar.

Representação é o começo da possibilidade de sentirmos que nós mesmas podemos ser tão incríveis e fortes quanto as personagens que admiramos. 

Ter uma mulher protagonizando um filme onde se tem também heróis masculinos é algo raro. E no Power Rangers as meninas protagonizam o filme. É a ranger rosa que vai em ajuda do ranger vermelho. Também é ela que idealiza uma maneira incrível de atacar Rita Repulsa e Goldar. É a ranger amarela que levanta uma questão incrível no final, quando seus irmãos comentam sobre  os rangers e pensam que a ranger amarela é na verdade um homem.

Nenhuma das meninas é representada como uma mulher fraca, incompleta e que precisa ser salva. E muito menos são apagadas. Elas são as personagens que arrancam de nossas bocas as expressões “Que incrível!” ou (desculpem a expressão) “Que foda”.

Finalizo, contando que não é raro meninas se identificarem com personagens masculinos enquanto brincam ou jogam vídeo game, por exemplo. Justamente, porque existe dentro delas um desejo de ser tão incrível quanto estes heróis. Espero que agora vocês possam entender a importância (e a minha felicidade) de ter no filme Power Rangers as mulheres como heroínas incríveis e tão fortes quanto os homens.

Ps: E a cumplicidade entre elas é LINDO DEMAIS.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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