Olá leitores do Burn Book. Hoje saiu uma reportagem no site da folha muito interessante sobre romances na literatura e resolvi compartilhar aqui com vocês.

*Aves Cyrus e Gale sempre presentes aqui no Burn Book em ritmo de Can't be Tamed!

As capas exibem casais abraçados. A cena é quase sempre a mesma. Na trama, histórias de amor que sobrevivem a todo o tipo de inconveniências. Livros para emocionar, dizem os fãs. Autoajuda disfarçada, reclamam seus opositores.

Antes só encontrados nas bancas de jornal, os romances açucarados chegaram às livrarias e avançam nas listas de mais vendidos do país.
Embora não existam pesquisas sobre perfil de leitores, há consenso de que o público feminino é o maior comprador. São adolescentes e jovens que consumiram com avidez a série "Crepúsculo", de Stephenie Meyer.

"Essa literatura de gênero é renovada a cada período", avalia Pedro Almeida, do selo Lua de Papel, que publica autores do mesmo filão.

Nos anos 80, livros de Sidney Sheldon e Jacqueline Susann apostavam em personagens ricaços e glamourosos. Depois, vieram os esotéricos. "Os que vendem hoje são os em que as mulheres veem refletidos suas escolhas e relacionamentos", diz Almeida.

Ele diz que 20% do que edita hoje é dirigido para mulheres. "Pode parecer pouco, mas o percentual de livros exclusivamente para homens não passa de 3%."
ícone.

O americano Nicholas Sparks, 45, é referência desse filão. Tanto que é personagem de um leilão disputado por editoras brasileiras durante a última Feira de Frankfurt.

Venceu o grupo Sextante, que é dono do próximo livro, "The Best of Me" (o melhor de mim). Lançado neste mês nos EUA, sai aqui em 2012. Há ainda três por escrever e quatro antigos inéditos por aqui.

Diz-se que o negócio chegou a US$ 2 milhões, mas as partes não confirmam a cifra.

A Novo Conceito, que tornou Sparks um sucesso, mas perdeu a briga, ainda tem três títulos para editar, sendo dois para 2012. Cinco continuam no catálogo até 2017.

Não vai ser muito livro de Sparks na praça de uma só vez? "Acho que não", responde Marcos Pereira, da Sextante. "O negócio editorial é sempre de grande risco", diz.

Twitter

As redes sociais são usadas para divulgação. "Usamos Twitter e Facebook, onde está grande parte desse público. Fazemos também ações com blogs", diz Thalita Alvarez, gerente de marketing da Planeta, que lança livros com esse apelo pelo selo Essência.
A principal autora é Patricia Cabot, pseudônimo de Meg Cabot. As obras de Sparks, Evans e Cabot não têm só o enredo em comum. Custam entre R$ 25 e R$ 35, menos da metade do preço de um livro de "ficção literária", como se diz sobre autores como Ian McEwan ou Julian Barnes.
 
JOSÉLIA AGUIARCOLUNISTA DA FOLHA – Fonte e Créditos ao site da Folha

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