Olá leitores do Burn Book. Continuando a #SemanaZ, a semana dedicada especialmente aos cabeças ocas, confira uma matéria divulgada pelo site da Folha, mostrando que nem todos os zumbis são ruins e só querem o seu corpo.

Mortos-vivos que não caçam humanos para comer seus miolos? A ideia de "Mortos Entre Vivos" pode parecer insossa e de mau gosto, mas as credenciais do escritor escandinavo John Ajvide Lindqvist são um voto a favor dele. O autor é responsável pelo vampiresco e pesado "Deixe-me Entrar" (nunca publicado no Brasil), livro que inspirou o filme cult sueco "Deixe Ela Entrar", com direito até a um remake produzido nos Estados Unidos.

Tudo começa com uma epidemia de cefaleia. Em seguida, os aparelhos eletrônicos param de funcionar. E então, os mortos recentes, de até alguns meses, revivem. Eles são lentos, balbuciam apenas algumas palavras e vagam pela cidade (quando não estão arranhando as tumbas do cemitério querendo sair). No entanto, não buscam carne humana.

O cenário tenebroso, com um monte de seres putrefatos caminhando pelas ruas se diferencia do panorama apocalíptico que estamos acostumados a ver. O retorno dos mortos-vivos despertará, nos vivos, sentimentos que ficaram interrompidos, culpas não resolvidas e poderá até matar a saudade pós-luto de seus entes queridos.

Na trama, um célebre comediante terá sua mulher de volta. Enquanto isto, um jornalista, quer exumar o corpo do neto para tentar revivê-lo. O fenômeno leva as pessoas pensarem. Até que ponto, os zumbis têm alguma relação com as pessoas que foram em vida?

Cheia de referências à cultura pop e com um forte tom psicológico, a obra de Lindqvist revisa o "mito" do zumbi, fixado –nos anos 1960– pelo genial cineasta George A. Romero.

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"Mortos Entre Vivos"
Autor: John Ajvide Lindqvist
Editora: Tordesilhas
Páginas: 360
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Fonte

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