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O universo do terror analógico que nasceu na internet acaba de cravar seu nome na história do cinema comercial. Em seu primeiro fim de semana de exibição, a adaptação cinematográfica de Backrooms alcançou o topo do mercado nacional, tornando-se o filme número um nos cinemas brasileiros. De acordo com dados oficiais da Comscore, o longa-metragem arrastou 408 mil espectadores às salas do país, gerando uma receita impressionante de R$ 9,48 milhões em apenas três dias.

Dirigido pelo jovem cineasta Kane Parsons, de apenas 20 anos, o projeto expande a websérie viral que acumulou milhões de visualizações no YouTube. Na trama de ficção científica e horror psicológico, o público acompanha o desaparecimento de um homem, interpretado por Chiwetel Ejiofor, que some misteriosamente no subsolo de uma loja de móveis. O sumiço revela um labirinto infinito de salas amarelas e vazias, conhecidas como os espaços liminares, forçando uma busca angustiante liderada pela personagem de Renate Reinsve. O elenco conta ainda com nomes de peso como Mark Duplass.

Nos Estados Unidos, o levantamento demográfico realizado pela Deadline aponta um comportamento de consumo fascinante e que dita os novos rumos da indústria cinematográfica. Metade dos espectadores norte-americanos foi aos cinemas motivada puramente pela força da marca A24, distribuidora conhecida por endossar produções de terror psicológico refinado. A outra metade do público foi composta estritamente pela comunidade fiel de entusiastas da franquia e dos curtas digitais originais. O perfil da audiência também se mostrou majoritariamente jovem e masculino, visto que os homens representaram 62% dos compradores de ingressos e impressionantes 88% de todo o público presente tinha menos de 35 anos.

O forte desempenho consolidou a produção como a maior abertura da história da A24 globalmente, provando o imenso potencial comercial da fusão entre a cultura da internet e o cinema de gênero tradicional.

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