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Nova plataforma do Governo Federal traz catálogo com mais de 500 produções nacionais acessíveis pelo Gov.br

O aguardado streaming Tela Brasil já está oficialmente no ar. Anunciada originalmente em 2025, a plataforma pública e gratuita exige apenas o login unificado do sistema Gov.br para liberar o acesso dos usuários. O acervo de estreia conta com cerca de 550 produções, apresentando uma quantidade massiva de curtas-metragens — formato de forte produção no país, mas que raramente encontra espaço nos circuitos comerciais de cinema.

Nesta fase inicial, os cinéfilos podem navegar pelo serviço diretamente através de navegadores web, enquanto os aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) têm previsão de lançamento para as próximas semanas. Para ajudar você a explorar as opções disponíveis, selecionamos cinco longas-metragens de destaque que já estão integrados ao catálogo.

Cinema, Aspirinas e Urubus (2005)

O ano de 2005 marcou uma safra brilhante para o audiovisual nordestino, e este drama dirigido por Marcelo Gomes é um dos pilares desse movimento. Ambientado no sertão, o longa-metragem ganhou projeção internacional ao ser exibido no Festival de Cannes e consolidou o talento introspectivo do ator João Miguel. Com uma fotografia marcante assinada por Mauro Pinheiro Jr., a produção reposicionou o estado de Pernambuco como um polo criativo fundamental para o cinema contemporâneo brasileiro, pavimentando o caminho para as gerações seguintes de diretores da região.

As Duas Irenes (2017)

Conhecido recentemente pelo trabalho em Mambembe, o cineasta goiano Fábio Meira estreou no circuito de festivais com este longa sensível e direto. A trama se passa no interior de Goiás, explorando as cidades de Goiás e Pirenópolis sob uma perspectiva humanizada que foge dos clichês econômicos da região. A narrativa acompanha duas adolescentes que descobrem compartilhar o mesmo nome e o mesmo pai, que mantém famílias paralelas. O filme se destaca como uma alegoria delicada e precisa sobre amadurecimento e segredos familiares.

A Hora da Estrela (1985)

A aclamada estreia de Suzana Amaral na direção resultou em uma das adaptações literárias mais poderosas do país. Ao transpor a obra de Clarice Lispector das páginas para as telas, a diretora tomou a decisão ousada de mudar o cenário de Macabéa do Rio de Janeiro para a cidade de São Paulo. Filmado em meio ao cenário político das Diretas Já, o longa traduz o desamparo urbano diante da rápida industrialização paulista. As cenas rodadas no Centro, especialmente no Jardim da Luz, oscilam entre a brutalidade da realidade e a beleza dos sonhos da protagonista.

Divinas Divas (2017)

Dirigido por Leandra Leal, este documentário funciona como um registro histórico fundamental para a cultura queer no Brasil. Seguindo a premissa de capturar a essência da performance ao vivo para evitar o apagamento histórico, a obra mapeia a primeira geração de artistas travestis do Brasil, que transformou a Cinelândia, no Rio de Janeiro, em um polo de resistência e vanguarda a partir da década de 1960. Nomes icônicos como Rogéria são eternizados na produção, evidenciando o impacto e o pioneirismo dessas figuras na construção da identidade cultural do país.

Olga (2004)

Dirigido por Jayme Monjardim logo após o sucesso de grandes produções televisivas, este drama biográfico estabeleceu um novo patamar para o cinema histórico de grande porte no Brasil. A produção resgata a trajetória da militante alemã Olga Benário Prestes, interpretada por Camila Morgado em um papel marcante. O filme retrata desde sua atuação política até o envio para os campos de concentração da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, provando o potencial do cinema nacional em criar superproduções capazes de educar e emocionar o grande público.

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