Uma arena lotada, fãs vibrando, um clima de expectativa no ar. Esta é a primeira cena que o documentário All Work All Play, disponível no Netflix, nos mostra. Basquete, Futebol, Golfe, Basebol? Não. Uma partida de Starcraft 2. O filme introduz o cenário dos campeonatos de eSports, que são uma modalidade de competição facilitada por sistemas eletrônicos, particularmente videogames ou sistemas online, mais especificamente League of Legends.

O tempo em que jogos online eram considerados brincadeira de criança definitivamente ficaram para trás. Seja em esports ou em outros esportes com caráter mais mental do que atlético – o poker talvez seja um exemplo bem interessante nessa toada – a organização dos campeonatos está lhes transformando em megaeventos. Estes atraem e unem pessoas das mais diversas idades para assistir os profissionais jogando. Alguns ainda podem debater se eSports é uma modalidade esportiva e se os jogadores profissionais devem ser classificados como atletas, mas uma coisa é certa: milhões de pessoas querem assistir e estão pagando para isso. No final do dia é isto que importa. Existe uma demanda maior ou igual a vários esportes mais tradicionais.

A base de espectadores cresce exponencialmente, mostrando que os games não são nada como um desperdício de tempo e tão somente isso. No mais alto nível, requer habilidade, disciplina, sacrifício, trabalho em equipe e maturidade, proporcionando aos jogadores alta remuneração e o status de jogadores profissionais, trazendo oportunidades de bolsas em faculdades. Chegar ao patamar de jogador profissional de League of Legends pode ser tão difícil quanto chegar a ligas profissionais americanas, como a NFL e a NBA! Jogadores profissionais iniciantes podem chegar a ganhar 30 mil dólares, enquanto os veteranos atingem a casa dos 100 mil, algumas estrelas chegam ao milhão.

Acompanhamos a maior parte da jornada do filme através do ponto de vista de Michael “Carmac” Blicharz — o grande encarregado de organizar a Intel Extreme Masters (IEM), um evento internacional de eSports que acontece em vários países ao redor do mundo.

Ao decorrer do documentário, obtemos as perspectivas de duas das principais equipes de League of Legends: Cloud 9 e Team Solo Mid. Com maior notoriedade aos jogadores Hai “Hai” Lam e Marcus “Dyrus” Hill. Ao longo de todo o filme vemos trechos de entrevistas com grandes nomes na cena da Liga eSports como Demon, Sjokz e MonteCristo, eles comentam sobre as dificuldades que as equipes passam, como eles não têm segurança no trabalho e como a maioria não tem um diploma universitário, com exceção de Lemonnation. O filme acompanha a nona temporada do IEM e para saber o desenrolar dos jogos, você terá que assistir!

Caso você nunca tenha jogado LoL ou não dê a mínima para o jogo, não se preocupe. Além de ser extremamente didático — explicando o Xpeke backdoor de maneira gráfica para que o espectador possa entender porquê é um evento tão monumental na história eSports, por exemplo — o objetivo deste documentário não é fazer com que ninguém se torne um jogador fanático. Ele só usa o jogo como pano de fundo para mostrar como a realidade no mundo do esportivo se modificou, considerando a nova modalidade digital, e, também, como a Geração Y realmente trabalha motivada pela paixão.

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