4 de Julho

Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 204
Lançamento: 2011
Resenha por: Mari
 
 
 
 
 
 

A  tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola,a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida,afinal era legítima defesa. O resultado: uma adolescente morta,uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus. Antes de ser levada a júri,Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pose ter ligação com um caso jamais resolvido. Com a ajuda das amigas Claire e Cindy nas investigações,Lindsay corre contra o relógio para deter a onda de assassinatos. Enquanto isso,conta com o auxílio da advogada Yuki Castellano para provar que é inocente da acusação que pesa sobre seus ombros.

Eu deveria ter dito: "Vá sozinho, meu expediente por hoje acabou." Mas aquele caso era meu, eu precisava ir. Deixei algumas notas sobre a mesa, despedi-me rapidamente das meninas e me dirigi à porta de saída. O assassino havia se enganado em um aspecto: Alguém se importava.
 
 
Hoje vou “chover no molhado” e começar a resenha quase da mesma forma que na sexta passada. Quem aqui quer ler um livro incrível no final de semana? Um livro impossível de largar e perfeito para se devorar? Como prometido na semana passada, hoje trago para vocês a resenha de 4 DE JULHO, do James Patterson, lançado pela Editora Arqueiro.
 
Quem leu (mesmo que apenas a resenha) e gostou de O Dia da Caça, pode se preparar para se surpreender e gostar ainda mais de 4 de Julho.

4 de Julho é o quarto livro da série CLUBE DAS MULHERES CONTRA O CRIME, mas em momento algum ficamos perdidos na narrativa por estarmos começando a leitura pelo quarto volume.

Nessa envolvente história, Pattersonconta sobre a vida da tenente Lindsay Boxer. Boxer é uma policial de primeira, sempre cumpridora de regras e sempre em benefício da população. Assassinatos horríveis vêm sendo cometidos com adolescentes, o que deixa Lindsay bastante triste e faz com que ela se lembre de um caso seu do passado, um caso de mais de 10 anos e que ela não conseguiu esclarecer.


A situação, além de triste, é enigmática. As pistas para chegar aos assassinos são poucas, mas, em uma tarde, após seu expediente, a tenente, que tomava alguns drinks com suas amigas, recebe uma ligação de seu ex-parceiro, o inspetor Jacobi, dizendo que um carro suspeito havia sido visto. Juntos eles partem para perseguição ao carro. Quando o carro bate e os policiais conseguem ver dentro se assustam: eram apenas duas crianças. Duas crianças que agora choravam assustadas e acidentadas, pedindo para que a polícia não contasse a seus pais que pegaram o carro escondido. Preocupados com a situação, a tenente e o inspetor baixam suas armas e vão ajudar os adolescentes, mas enquanto Jacobi chama a ambulância, a garota que dirigia, de apenas 15 anos, saca uma arma e atira em Lindsay. Jacobi se torna alvo do garoto de 13 anos, que não apenas da-lhe um tiro, como chuta sua cabeça.

A tenente Boxer, prezando por sua vida e a de seu parceiro, age em legítima defesa e atira nas duas crianças. A garota tem morte imediata, enquanto que seu irmão torna-se paraplégico.

Ao desvendar o passado dos dois jovens, descobre-se que os irmãos eram obcecados por crimes e estavam matando adolescentes. Boxer tem a consciência tranquila, afinal, agira em legítima defesa e tirara de circulação dois delinquentes juvenis. Isso era o que Boxer pensava, mas pouco depois é indiciada pelo assassinato da menina. Os pais dela querem vingança.

A cidade divide-se então. Parte acha que Lindsay agiu corretamente, e parte acredita que ela é uma assassina de menores. Para fugir da mídia e ter algum descanso ela vai ficar na casa de sua irmã, em Half Moon Bay. Mas sua busca por paz logo termina, pois Half Moon Bay está sendo alvo de vários assassinatos, e todos eles com a marca registrada do crime que Boxer não conseguiu desvendar dez anos atrás.

Sem imaginar que o assassino a espreita, Lindsay resolve que não há tempo para descanso e precisa agir para punir o culpado. Esta é sua chance de capturar o criminoso do crime do passado que tanto a atormenta.

No meio disso, ela ainda tem que encontrar forças para sua defesa no caso do assassinato da adolescente. Boxer não tem um só momento de trégua.

Tenho que dizer que achei 4 DE JULHO infinitamente melhor que O DIA DA CAÇA. Aconselho a leitura dos dois, é claro, mas 4 DE JULHO tornou-se um de meus livros preferidos. A narrativa é maravilhosa e contagiante, os personagens são extremamente bem construídos e, em momento algum, Pattersonjoga sobre eles alguma sombra de suspeita. Você não fica duvidando de ninguém, apenas cria expectativas de “pode ser que seja…” No entanto, o que mais surpreende não é o criminoso, e sim os motivos.

Patterson foi genial na construção dos motivos. Ao final do livro, quando tudo se revela, é impossível não pensar: “mas eles mereceram”, pois a polêmica em torno do tema que o autor cria é enorme.


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Eu já tinha adorado o PATTERSON quando li O DIA DA CAÇA, mas agora posso dizer que virei fã! Espero que a ARQUEIRO traga todos os outros títulos do CLUBE DAS MULHERES CONTRA O CRIME para o Brasil, afinal, é delicioso ler sobre o “sexo frágil” desvendando crimes com sua aguçada inteligência.

 

 

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