Olá leitores do Burn Book, hoje estou aqui pra fazer a resenha do livro A menina que não sabia ler, de John Harding.
 
 
 
 
 
 
 
   A Menina que Não Sabia Ler
   Autor: John Harding
   Editora: LeYa
   Número de Páginas: 282
   Resenha por: Carol Parente
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante.
Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler?

Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Sabe quando você termina de ler um livro e a única coisa em que você consegue pensar é: COMO ASSIM?!

Pois então, essa foi minha impressão ao terminar de ler ‘A menina que não sabia ler’.

Comprei o livro em dezembro e até agora não descobri ao certo a motivação. Não sei se foi o fato da capa ser bonita, do título me lembrar 'A menina que roubava livros' ou por causa do nome da personagem principal, Florence. A questão é que demorei mais de um mês pra terminar de ler a história(ressaca literária feelings) e me surpreendi mais do que gostaria.

O livro começa contando a história de Florence e seu meio irmão mais novo Giles,durante o ano de 1891, que vivem em uma antiga mansão na Nova Inglaterra, sustentados por um tio misterioso e completamente ausente.

Giles e Florence passam os dias como crianças normais do século 19, brincam nas áreas externas da casa, e não têm nada com que se preocupar. Durante suas visitas pelos cômodos mais inóspitos da casa, Flo acaba descobrindo a maravilhosa biblioteca da casa do tio, que há muito tempo não é visitada por ninguém. Como não tem autorização de seu tio para ler, a menina acaba fazendo disso uma grande aventura.

Até que certo dia chega em sua casa uma preceptora.

A bizarra preceptora tem a função de cuidar da educação de Giles, já que florence supostamente não sabe e não tem autorização pra ler, sua única função é bordar e fazer atividades estritamente femininas.

Quando Florence pensa que nada em sua vida pode piorar, uma tragédia faz com que haja uma mudança de preceptoras, e aí sim, os problemas agravam-se.

Dotade de uma imaginação absurdamente fértil, Florence começa a fantasiar coisas tão impossíveis, que em certo ponto da história não se sabe mais o que é realidade do que é ficção.

Embora o livro tenha me surpreendido mais do que eu realmente gostaria(entenda,sou fã de romances e clássicos previsíveis) a história tem lá seus encantos. A imaginação de Florence faz com que mergulhemos em um mundo simples e complexo ao mesmo tempo, a cabeça da personagem.

Não sei se é viagem minha, mas ao terminar de ler a história, na hora lembrei de Dom Casmurro, onde ficamos dependentes da mente confusa do personagem principal, que não consegue distinguir a realidade de sua fértil imaginação.

Eu gostei do livro, embora tenho certeza de que ele não agradará grande parte das pessoas. Não é uma história que te prende do início ao fim, mas é um enredo que com certeza não esquecerei facilmente.

Indico para os amantes da literatura inglesa, em grande parte pelas referências literárias a autores britânicos e aos leitores que procuram um livro leve e com uma pitada de ficção.

 
 

“Blithe tem dois corações, um quente, um frio; um iluminado, outro sombrio mesmo no dia mais ensolarado […]. O coração frio (mas não para mim! Ah, não para mim!) bate no outro lado da casa. Mal-amada e esquecida, exceto por mim, a biblioteca…”

 
– Outras Capas:

 

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