Resenha: A Torre Invisivel, de Nils Johnson-Shelton 5
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Resenha: A Torre Invisivel, de Nils Johnson-Shelton

Resenha: A Torre Invisivel, de Nils Johnson-Shelton 6

 
 

Livro: A Torre Invisível

Autor: Nils Johnson Shelton
Páginas: 256
Editora: Intrínseca
Resenha por: Guilherme Cepeda
 

 

No mundo que conhecemos, onde vive o garoto Artie Kingfisher, magos chamados Merlin, dragões que cospem fogo e espadas mágicas existem apenas em lendas e contos de fadas. Isso, porém, muda completamente no dia em que ele começa a receber, na vida real, mensagens saídas de seu jogo de video game favorito, chamado Outro Mundo.

Pistas misteriosas levam Artie até uma loja estranha, de nome estranho – A Torre Invisível -, onde ele descobre que nada em sua história é o que parece. O menino é nada mais nada menos que o sucessor do lendário rei Arthur, nascido no século XXI para terminar a missão que o outro não conseguiu levar adiante.

A Torre Invisível tem um plot interessante e me atraiu pela sinopse, pena que o autor não soube desenvolver a história em um ritmo linear. 

Sabe quando literalmente correm com a história? Então, foi exatamente o que aconteceu com as aventuras do sucessor do rei Arthur no século XXI.

 
“Arthur,
Em uma semana você virá até mim na TI. Você é especial Arthur, e necessito de seus serviços e poder. Espero por você há muito tempo. 
Seu humilde criado, M.”
 
O livro conta a história de Artie Kingfisher, um garoto normal que se depara com uma “realidade paralela” entre o seu jogo favorito chamado “Outro Mundo” e o mundo real. Ele começa a receber uma série de mensagens oriunda de seu jogo de vídeo game e descobre que o mundo pode ser muito mais do que ele imagina.

Nils Johnson-Shelton traz uma narrativa corrida repleta de aventuras, ação, dragões e até o próprio Merlin da história original do Rei Arthur. 

Por se tratar de um livro infanto-juvenil, Artie Kingfisher cruzará o Outro Mundo em uma jornada para cumprir a sua missão, aliado a sua irmã, Kay, e carregando a espada Excalibur, outro elemento conhecido da história original.

Os personagens são bem construídos, mas não consegui me identificar com eles. Artie era valente, mas conseguia as coisas sem o menor esforço, em uma página ele diz que precisava de algo, na página seguinte já tinha conseguido completar a missão e tinha novas habilidades, personagens aliados e etc. Nils Johnson-Shelton poderia ter desenvolvido um pouco mais a história, criado obstáculos e uma linha de narrativa para chegar aos objetivos, por diversas vezes me perdi no livro e voltei alguns parágrafos para me situar na história.

“— Não. Você é poderoso, claro, mas não é esse o motivo. Você contornou a morte por uma única razão: porque aquele que tem o poder para matá-lo nunca o marcou para a morte. Na verdade, ele é seu amigo de longa data.”

Não é um livro ruim, mas esperava muito mais pela sinopse e arte gráfica do livro, que se assemelha muito aos livros do autor Rick Riordan. Recomendo para os fãs que gostam de fantasia e também para os leitores que gostam de obras que seguem a linha dos livros do Tio Rick.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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