A Ed. Galera Record publicou no Brasil o 7º volume da série Artemis Fowl, de Eoin Colfer. Intitulado Artemis Fowl e o Complexo de Atlântida, o livro chegou às livrarias brasileiras neste mês.

Artemis Fowl é um garoto diferente: uma espécie de anti-herói mal-humorado e pessimista que, com apenas 12 anos, é um gênio do crime. Aliando cenas de ação no melhor estilo James Bond a lendas celtas e seres encantados nada adoráveis, Eoin Colfer é o responsável pelo sucesso da série, publicada em mais de 25 países ao redor do mundo.
 
 
 
 
 
 
 
Artemis Fowl – O Complexo de Atlântida

Série: Artemis Fowl
Autor: Eoin Colfer
Ano: 2011
Editora: Galera Record
Páginas: 384

 
 
 
 
 
 

 

Pense em magia. Pense duas vezes

Algo terrível aconteceu a Artemis Fowl II: ele virou bonzinho. As criaturas diagnosticam o Complexo de Atlântida, uma doença que causa comportamento obsessivo-compulsivo e múltiplas personalidades, causada por ter mexido tanto com magia. 

Agora, a cidade subaquática de Atlântida está sob o ataque de robôs malignos e o novo Artemis bonzinho não consegue lutar contra eles. Será que sua aliada, a capitã Holly Short, consegue trazer o verdadeiro Artemis de volta – antes que esses robôs misteriosos destruam a cidade e todas as criaturas que vivem lá?
O que falar sobre Artemis Fowl?

Vou começar falando um pouco de como conheci a série, e minhas primeiras impressões antes de começar a leitura. Conheci Artemis Fowl por indicação de um amigo meu que trabalhava na cultura e sepre falava de Artemis, e que era pra eu ler mesmo em inglês, pois não sabia o que estava perdendo.

Algumas semanas depois (isso aconteceu em junho do ano passado) comprei o 1° volume da série "Artemis Fowl: O Menino Prodígio do Crime" em inglês e comecei a ler no ônibus indo para a faculdade. Não conseguia parar, tanto que quando cheguei em casa já tinha terminado o livro e precisava desesperadamente da continuação. Resumindo tudo isso, eu li os 6 livros da série Artemis Fowl em inglês em uma semana, e faltava o Artemis Fowl and the Atlantis Complex que eu já tinha aqui em inglês, mas por motivos de falta de tempo, e de passar os livros de parcerias do blog pra frente acabei deixando ele de lado. Desde então fiquei viciado na série e indiquei para muitas pessoas, pois ela não é muito conhecida no Brasil. Algumas pessoas não leem por ser uma série relativamente grande, outras pelo preço dos livros, e algumas só ouviram falar, mas nunca tiveram a oportunidade de ler.

Esse mês a Editora Galera Record lançou o Artemis Fowl e o Complexo de Atlântida e eu recebi para resenha. Li o livro em 3 dias (ressaca literária de férias) e logo corri para o notebook para fazer a resenha do livro. Como de costume, acabo travando na resenha dos meus livros preferidos, assim como em Hunger Games que demorei 3 dias para organizar as ideias e tentar passar para você leitor do blog o que eu senti ao ler tais obras. Bom, depois desse pequeno discurso sobre Artemis Fowl, vamos ao que interessa.

No 7° volume da série, somos surpreendidos com um desenvolvimento da história diferente, fugindo dos “padrões” dos últimos 6 livros. Estávamos acostumados com Artemis no comando de tudo, sendo o cérebro por traz de todas as operações e criando planos mirabolantes dignos de um menino gênio para solucionar os enigmas e completar as missões impostas pela LEP para “salvar o mundo” algumas vezes.

Artemis foi diagnosticado com o Complexo de Atlântida, uma doença que causa comportamento obsessivo-compulsivo e múltiplas personalidades, causada por ter mexido tanto com magia. Dentre outros fatores, Artemis tem alucinações e paranoias constantes, e começa a ter uma espécie de “TOC” com números, ficando impossibilitado de planejar e ajudar seus amigos nas ameaças até então desconhecidas por eles. Dessa vez a historia fica por conta de Holly, Potrus, Palha, Butler e Juliet que roubam a cena, tendo que se virar sozinhos para acabar com os planos de um inimigo do passado, que quer vingança a todo custo da LEP e de alguns dos personagens principais que estão indiretamente ligados a sua captura e prisão no Complexo de Atlântida.

Vou parar por aqui, porque se não vou acabar dando algum spoiler sobre a história (mais do que já fala na própria sinopse do livro é impossível, mas ok) e deixar vocês se surpreenderem com as novidades e aventuras do 7° volume da série Artemis Fowl.

Dois anos desde Artemis Fowl e o Paradoxo do Tempo, o gênio adolescente está de volta, e desta vez com um plano para salvar o mundo – uma mudança de seus vários planos e atividades criminosas. O livro começa na Islândia, no aniversário de 15 anos de Artemis.

 
No final da Time Paradox, as coisas haviam se tornado complicadas e confusas (o que costuma acontecer quando tem viagens no tempo envolvidas), especialmente entre Holly e Artemis. 
 

Como eu já disse anteriormente, Eoin Colfer mudou um pouco o foco dos personagens principais, nos dando uma visão mais profunda e apresentando melhor personagens antigos, mas que não tinham muita importância/participação na historia tanto quanto Artemis. A Capitã Holly Short continua com seu humor acido, desobedecendo a ordens e se metendo em problemas constantes ao decorrer do livro, para isso ela sempre conta com a ajuda de Potrus, um centauro que é “chefe do dep. de tecnologia da LEP” e sempre tem uma solução tecnológica para resolver tudo, porém nesse livro parte dos problemas são suas próprias criações que foram reprogramadas para outro propósito e são usadas contra eles mesmos.

Juliet segue a carreira de lutadora mascarada, e é conhecida mundialmente como A Princesa de Jade. Ele é irmã de Butler o fiel guarda costas e amigo de Artemis Fowl já conhecido dos outros livros, mas Juliet se mostra eficiente e determinada em algumas situações do livro, gostei muito dela, acho que o autor devia tê-la introduzido anteriormente na historia as únicas aparições dela nos outros livros eram muito rápidas, mas agora ela é importante para o desfecho da história.


O desenvolvimento da historia é perfeito, segue o mesmo ritmo dos outros livros e é de tirar o folego (não mais que o 6° livro “O Paradoxo do Tempo”). Eoin Colfer soube aproveitar cada deixa do livro para introduzir o humor característico da série, para mesclar a ação com o humor e criar uma narrativa equilibrada e que instiga o leitor a continuar lendo e querer o próximo livro no mesmo dia.

As referencias aos livros anteriores são marcantes, “piadas internas” são frequentemente utilizadas o que vai agradar aos fãs da série ajudando a relembrar acontecimentos marcantes dos livros anteriores. Um mudança importante desse livro para os outros, é que o autor deixou um “link” para o próximo livro, porque nos últimos a historia começava e “acabava” no mesmo livro, mas dessa vez foi, em Artemis Fowl : O Complexo de Atlântida, é impossível não terminar o livro sem se perguntar qual o destino de Artemis no 8° e ultimo livro da série.

Eoin Colfer pretende escrever apenas mais um volume da série Artemis Fowl, confira parte do que ele disse em uma entrevista:" There's not going to be any huge battle, and going up the stairs to heaven, it's not going to be that kind of finish. There will be the big adventure, but the end will be in a little epilogue. End of story."

Felizmente parece que o Tio Colfer não pretende matar seus personagens principais, eu não sei quando o livro será publicado, mas espero que ele termine a série de uma forma gratificante para os milhares de fãs de Artemis Fowl lá fora. O artigo completo a partir do qual essa citação foi retirada, vocês podem encontrar no 

The Guardian website.

Artemis Fowl e o Complexo de Atlântida é um livro que será apreciado pelos fãs da série, e recomendo para todos que não conhecem, ou que pararam de ler em algum livro por causa dos 8 livros da série. Queria agradecer a Vivi da Editora Galera record por e enviar uma cópia para análise.

“- Essa aventura foi diferente, Holly.” – Artemis Fowl, página 374
 
 

Ficou curioso? Não deixe de ler o 1º capítulo do livro Artemis Fowl e o Complexo de Atlântida.
 

 

– Outras Capas
 
 
 

 

Quotes:
 
"So, what did you get for me?"
Angeline paused for a beat. "Jeans."
"What?" croaked Artemis.
"And a T-shirt." 

— Eoin Colfer (The Atlantis Complex)
 
"So if you're not Artemis Fowl, then who are you?" 

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The boy extended a dripping hand straight up. "My name is Orion. I am so pleased to meet you at last. I am, of course, your servant." Holly shook the proferred hand, thinking that manners were lovely, but she really needed someone cunning and ruthless right now, and this kid didn't appear to be very cunning." — Eoin Colfer (The Atlantis Complex)

 

 

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