O passado define o horror do futuro

Madeleine Roux fecha a franquia Asylum (pelo menos por enquanto) nos levando ao passado com Asylum a FugaO Diretor, dois livros que exploram a figura central e mais misteriosa de seu universo: o diretor Daniel Crawford.

Asylum a Fuga: Nessa prequel seguimos Ricky Desmond em 1968, um jovem com problemas de raiva que é colocado nas mãos do diretor Daniel Crawford mais pelo fato de sua mãe e padrasto não aceitarem sua bisexualidade. É nessa época em que o diretor está mais poderoso do que nunca é procurando um Paciente Zero para começar seu “legado“.

Tenho que dizer que fiquei muito feliz em ver como a autora evoluiu nesse livro. A narrativa está bem mais firme e isso se deve muito aos seus personagens. É difícil não querer acompanhar Rick. Ele é um personagem talvez até melhor do que os da trilogia anterior, embora eles continuem mais infantis do que deveriam. No entanto, mesmo tendo ficado entediado em algumas partes, não tem como não querer saber o que vai acontecer ao virar de cada página. Esse podia ter sido o melhor livro da saga se não fosse pelo final.  

Não que o final tenha sido ruim, mas eu acho que ele foi muito “felizes para sempre“. Acho que pelo fato de nossos dois heróis terem sofrido tanto preconceito que Madeleine quis dar um pouco de felicidade para eles, mas para mim o desenrolar da história estava pedindo por algo trágico. Isso teria completado a mitologia tão bem. 

O Diretor: Nessa pequena história de Asylum, ainda estamos em 1968, e é na primavera desse ano que as enfermeiras Jocelyn e Madge chegam ao Brookline para ingressar a equipe do diretor Daniel Crawford. Elas só não imaginam o quão perigoso é o homem por trás do manicômio.

A enfermeira Jocelyn Ash foi muito importante em Asylum a Fuga, mas é aqui que aprofundamos a mulher que só queria saber de ajudar os outros e acabou não podendo salvar ninguém. Eu tenho que dizer que gostei de conhecê-la e ver como o diretor brincou com ela e sua amiga e todos a sua volta. Eu só achei que a história foi muito corrida, mas como estamos tratando de apenas um vislumbre do horror de Jocelyn, seria difícil a narrativa não correr para contar essa história. 


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Resenha: Asylum a Fuga + O Diretor, Madeleine Roux
83%Pontuação geral
Capas 90%
Enredos 85%
Narrativas 80%
Personagens 75%
Votação do leitor 2 Votos
72%

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