Agora não é mais apenas a Srta. Peregrine que precisa de ajuda. 

Cidade dos Etéreos nos deixou com aquele tipo de final de “eu preciso saber o que vai acontecer“, com Jacob mostrando um novo lado de seus poderes e seus inimigos parecendo ter cercado a todos com uma mão de ferro, a esperança parece distância.

Geralmente os autores tem o triste costume de desandar no seu terceiro volume ou no final de sua série. Posso citar diversos exemplos de finais que agradaram pouco e até nem chegaram aos cinemas. Ransom Riggs podia muito bem seguir o mesmo caminho em Biblioteca de Almas, ainda mais com o desenrolar de algumas coisas no segundo volume.

Fico feliz em dizer que o terceiro livro foi o meu favorito. Cheio de ação, revelações e muitas viagens cada vez mais fundo nesse Mundo Peculiar, o autor conseguiu alcançar as expectativas do fãs e mostrar o desenvolvimento de seus personagens, principalmente Jacob. Finalmente vi o garoto tomando as rédeas da situação e se tornando o herói que tanto nos era prometido. Ele ainda tinha aquele jeito meio inexpressivo, mas finalmente o protagonista realmente foi o protagonista e isso causou um ótimo efeito no livro

Ao mesmo tempo eramos introduzidos a novos personagens, alguns bem fascinantes. A história fechou suas pontas e fiquei muito feliz de ver o desenrolar do arco de Jacob com o seu avô. O fato de sua memória ter sido tão importante para a batalha final me fez sentir como se realmente um arco houvesse se fechado e talvez um novo capítulo pudesse ser contado. Nunca se sabe, não é?

No final, vou ficar com saudade desse mundo e desses personagens. Espero que Ransom decida visitar essa história de vez em quando. Vou querer mais fotos também.

Resenha: Biblioteca de Almas, Ransom Riggs
84%Pontuação geral
Capa90%
Enredo85%
Narrativa 80%
Personagens 80%
Votação do leitor 3 Votos
94%

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