Resenha: Cidade das Almas Pedidas, de Cassandra Clare 16

Resenha: Cidade das Almas Pedidas, de Cassandra Clare


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Cidade das Almas Pedidas 
Autor: Cassandra Clare
Páginas: 434
Editora: Galera Record
Resenha por: Mariana Rodrigues
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Fui fisgada desde o primeiro volume da série instrumentos mortais. Li Cidade dos Ossos sem pretensão alguma e virei fã de carteirinha, se tornando essa, minha série favorita.

Em todas as resenhas que fiz dos livros da série, enchi Cassandra Clare dos mais elevados elogios, isso porque ela de fato os merece. Clare é uma autora incrível, que no meio de tantos livros de fantasia, conseguiu se sobressair por inserir muita coisa diferente em sua série; ela jamais nos deixa com a impressão de “isso é mais do mesmo”.

Nunca deixe que alguém te diga o que é, ou o que deveria ser. Ame quem você quiser. Acredite no que quiser. Assuma o direito de sua liberdade. Eu não te peço para salvar o mundo meu garoto, meu filho. Peço apenas que você seja feliz.

Quando foi lançado o quarto volume da série, cidade de vidro, fiquei meio ressabiada. Pois inicialmente pretendia-se que a série fosse uma trilogia, e sempre fico com o pé atrás com séries que se tornam enormes porque estão fazendo sucesso. Por isso, acreditei que cidade de vidro seria meio decepcionante, e foi quando cometi o meu melhor engano literário, pois, para mim, ele foi o melhor volume da série.

Diante disso, eu tinha uma expectativa gigantesca em cima de cidade das almas perdidas, que infelizmente não me agradou tanto quanto os outros da série. O motivo? Clary.

Sempre morri de amores por Clary. Ela sempre me pareceu uma menina madura para sua idade, cheia de iniciativa e impetuosa, disposta a tudo por aqueles que ama, mas sempre com os pés no chão, de forma a nunca perder seu lado racional para suas emoções. Sempre gostei muito das partes dela com jace por achar que o romance deles não tinha todo aquele “mimimi” adolescente, e não era meloso. E aí, em cidade das almas perdidas, deparo com uma Clary totalmente melosa (hein?). 

A série sempre me agradou imensamente por não focar tanto em romance, mas nesse volume, meu deus!, como foi cansado ler o “nhé, nhé, nhé” de Clary e Jace. O romance, que foi explorado na medida nos outros volumes, nesse exacerbou. Foi muito amor adolescente para minha paciência. E clary, minha linda clary, divina e de pés nos chão, parecia uma menininha apaixonada e birrentinha ¬¬. Por amor a Jace, ela foge, abandona a mãe, os amigos, as coisas que acredita. 

Ok, isso era necessário para ter a história do livro, mas no desenvolver do enredo ela coloca jace em um patamar elevado demais! O garoto está ligado a Sebastian, e por isso, não raciocina de sua forma habitual, ela enxerga isso, mas tem esperança que vai conseguir trazê-lo de volta ao seu normal, e por essa esperança, e por amor, ela está disposta a tudo. Não quero parecer uma pessoa fria, mas acho que há um tremendo exagero nesses romances adolescentes, a valorização do ser amado é tamanha, que ele se torna mais importante do que todas as outras pessoas, do que a humanidade. Enfim, minha opinião é que dessa vez Clary foi egoísta e sentimentalóide demais. Decepcionei-me com a personagem.

Jace continuou como sempre: para mim, não cheira e nem fede. Não consigo simpatizar com ele. O rapaz parece uma moçoila: faz drama com tudo, por tudo, exagera tudo, faz tudo parecer muito mais caótico do que realmente é. Sem contar que ele não perde a terrível mania de se achar o tal ¬¬.

Aí vocês lêem isso e pensam: ‘então ela não gostou do livro’. Não, gente, eu adorei! Adorei porque é Cassandra Clare, adorei porque todos os outros personagens são fodásticos, e adorei porque o enredo é demais! O livro merece suas 5 estrelas só pelo fato do enredo maravilhoso que tem. Mas precisava expor meu desgosto com clary. Isso feito, vamos aos elogios o/

Quero continuar falando dos personagens. Izzy sempre foi a personagem que menos gostei. Sujeitinha metida e nojentinha. Mas em cidade das almas perdidas, senti algo completamente diferente por ela. Tudo o que clary me decepcionou, Izzy me surpreendeu. Ela amadureceu, está mais aberta, está mais disposta a se expor e expor seus sentimentos, está mais amiga, companheira e solidária. <3

Simon, Alec e Magunus, continuam fazendo com que permaneçamos completamente apaixonados por eles. Eles continuam incríveis, dão gás total a história, e me encantam em cada pedacinho que aparecem. Simon é minha grande paixão, e agora que Clary caiu no meu conceito, quero mais é que ele fique com Izzy. É, estou muito volúvel com a série depois desse quinto volume.

Quanto ao enredo, sempre perfeito e impecável. Não tem como não gostar. Quando acho que Cassandra já esgotou todas as possibilidades, todas as histórias, todo o passado dos personagens, a mulher aparece com mais coisa. Como ela guarda tudo isso e cria coisas tão mirabolantes?! Não faço ideia, mas que Cassandrinha é muito foda, isso ela é.

Não vou ficar falando do enredo, porque teria que soltar spoiler dos livros anteriores e até falar alguma coisinha desse, e odeio ler uma resenha que entrega partes importantes. Uma coisa eu garanto: a excelência da trama, as surpresas, as batalhas bem descritas, e tudo aquilo que fez com que me apaixonasse pela série os instrumentos mortais, continuam em cidade das almas perdidas. Portanto, confiram! 😉

Resenha escrita por Mariana Rodrigues –  s2 Ler ©

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