Resenha: Cidades de Papel – John Green

Olá pessoal, é com muita honra que, pela primeira vez resenho para o Burn Book. 

E sinto um friozinho na barriga por que pode parecer fácil resenhar sobre um livro, mas para o veículo que estou divulgando minha visão é lido e seguido por milhares de pessoas. Pode até parecer um ritual, mas devem ter pessoas aqui, lendo agora, que entram neste site diariamente só para ficar a par dar novidades. Não posso decepcioná-las. Mas vamos ao que interessa. 


CidadesDePapel

 

 

 

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 368
Classificação: 5/5 estrelas
Resenha por: Daniela Aparecida

 

 

 

 

 

 

Porque eu já defendo: John Green (João Verde) não tem uma receita de bolo para fazer seus bests. Ele simplesmente fez com que todos os outros pegassem carona no sucesso de “A Culpa é das Estrelas”. Mas não é uma crítica. Por que eu sou uma fã assídua deste autor e tenho todos os livros. E claro, se tenho todos, é porque gostei de todos. Não ficaria lendo um atrás do outro só por ler sendo que tem tantas opções no mercado. 

Já deixo explícito que não faço spoilers. Essa é uma visão sentimental do livro. Algo que vá motivar você a ler. Não quero que você saiba começo, meio e desfecho, porque ao passar as páginas durante a leitura vai dizer: “Aaahh, agora vai acontecer isso. ” E você não se proporcionar a sentir o que descreverei nos parágrafos abaixo.

John gosta de nos mostrar os sentimentos e valores da vida, entende?! Não é clichê. É algo que vale a pena ser lembrado. Porque atualmente vivemos num mundo tão atribulado que as vezes deixamos passar batido alguns momentos importantes da vida.

O que quero dizer, falando do resenhado de fato, Quentin Jacobsen, um garoto do tipo “nerd-excluído”, que tem uma paixão avassaladora por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman, uma garota encantadora, popular, top do colegial, mas que de fato é uma pessoa cheia de mistérios, temores e remorsos da infância que assombram sua mente. Ela tem um caderno, tipo diário, que não desgruda por nada e lá estão seus maiores segredos e pensamentos profundos. Este sentimento de Quentin vem desde os tempos de criança, mas nesta leitura a paixão fica em segundo plano para mostrar realmente quem é cada personagem. Claro que o que move o enredo do livro é este sentimento, mas em primeiro, a maneira na qual cada um cresceu e foi educado, dá espaço para mostrar os nossos “porquês” da vida são tão filosofais para a próxima etapa: a vida adulta.

Margo, foi traída por suas amigas e namorado e, para se vingar, ela busca a ajuda de Quentin, seu vizinho e proporciona uma incrível aventura. Porém, após este fato consumado, ela desaparece, deixando todos à sua procura, inclusive nosso nerdzinho. E é ai que Radar e Ben, seus melhores amigos, além de sua amiga, Lancey, quem ela acha que foi uma de suas traidoras, começam uma busca por conta própria para achar Margo e entender o porque de tudo que ela fez e desapareceu sem ao menos deixar rastros. 

Como ela mesmo disse que não queria ser encontrada, assim entre tantas charadas e enigmas, a busca alucinóica de Quentin corre de acordo com trechos grifados em um poema de Walt Whitman, chamado Canção de Mim Mesmo. 

É tudo muito estranho, mas ao mesmo tempo empolgante, porque o ar de mistério criado por Margo vem de uma experiência que ela e Quentin tiveram aos 9 anos, quando encontraram um homem morto no parque. Isso motivou sua busca pela vida e pelo que ela realmente merece ser vivida. Mas acho que nem aos 18 ou aos 60 anos sabemos definir de fato. Todos os dias, acontecem tantas coisas que isto fica indefinido. Até por que a opinião irá variar de acordo com cada fase.

Sobre os personagens não tenho o que criticar, cada um tem sua individualidade, mas tudo se encaixa e convive em harmonia (não no colégio, ok?!) tanto que a turma não consegue brigar nem mesmo quando tudo parece perdido. 

Para viver esta história, é preciso mergulhar e se deixar levar, porque muitas dúvidas que irão surgir no decorrer do livro. Algumas não farão sentido, mas a persistência e mistério fará valer a pena.

Acredito que a busca para entender a si mesmo estão intrínsecas nas personagens de JG (John Green), mas cada uma com suas particularidades. Não se deixe levar pelas críticas dos “antimodinhas” (assim se intitulam), pois o que vale é a emoção de cada leitura vivenciada de forma individual e única.

Boa leitura, meus caros e até a próxima. 😉

Resenha escrita por Daniela Aparecida – Burn Book ©

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