Como dizer adeus em robô

 

 

 

Como dizer adeus em robô

Autor: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
Páginas: 344
Resenha por Mariana Rodrigues
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Resenha:
 
Primeiro ponto que me levou a uma paixonite aguda e extrema pela narrativa: Bea, a personagem principal. Na orelha do livro temos a informação que a garota é um robô, pois não possui sentimentos, é fria, etc. No desenrolar da história vamos percebendo que não é nada disso, Bea tem sentimentos, sim, e até é uma pessoa sensível, contudo, é uma garota prática, objetiva, que não faz drama e não se assemelha as demais adolescentes.
 
A família dela vive se mudando, e essa é uma das razões de ela nunca se apegar muito a alguém ou não expor seu verdadeiro eu. Mas na nova cidade, Bea faz um amigo, Jonah, um menino estranho, sem amigos, excluído e que tem o apelido de Garoto Fantasma, isso porque os demais alunos da escola o consideram invisível e pregaram uma terrível peça nele. Enquanto Bea é um pouco mais sociável e se abre aos demais grupos da escola, participando de trabalhos em grupo e festas, Jonah é seu completo oposto, a única pessoa com quem se abre é Bea, a única companheira é a garota.
 
Diante dessa premissa fiquei imaginando que uma linda história de amor cresceria da amizade dos dois, mais foi muito mais intenso que amor o sentimento que nasceu dessa relação. Jonah tem um passado extremamente triste, daqueles que vai sendo revelado aos poucos para nós, mas que quando descobrimos tudo (e isso acontece um pouco pra frente da metade do livro) já estamos com o coração dilacerado, as lágrimas nos olhos e uma raiva tremenda do pai do garoto. Nesse momento esqueci que poderia acontecer um relacionamento amoroso na história e dediquei-me completamente à luta de Jonah por aquilo que buscava. A cada página fui me apaixonando ainda mais por Bea e seu companheirismo sem limites. Sofri a cada página virada, me emocionei com cada capítulo, com cada revelação e senti que meu coração de despedaçava a cada momento que o de Jonah parecia despedaçar também.
 
Eu AMEI o livro porque não encontrei nele todo aquele “mimimi” adolescente, aquele dramalhão sobre amor, sobre sofrimento (tão exagerado na adolescência), nada disso. O drama e sofrimento presentes na história têm razão de ser, motivos para sentir, e por isso é impossível que não doa dentro de quem está lendo.
 
Fora essa teia principal do enredo, ele traz um mistério sobre a família de Bea, pois do nada sua mãe começa a se tornar uma pessoa extremamente estranha. Claro que a explicação foi totalmente previsível, mas não fez com que o livro perdesse seu encanto, nem que Bea deixasse de brilhar e de se mostrar madura para todas as situações.
 
Aliás, autores, por favor, nos apresentem mais personagens como Bea, meninas-mulheres, bastante amadurecidas, com um senso prático para a vida e para resolver problemas, que são capazes de enxergar soluções para as situações, e não ficar choramingando por páginas e mais páginas para conquistar a pena do leitor.
 
O final do livro é assombroso e triste. O tipo de final que o leitor não está acostumado, não espera, e não deseja, por isso, além da imensa tristeza, causa uma angústia terrível, mas nos surpreende com a ousadia da autora em terminar a narrativa dessa forma, exatamente por esses motivos que idolatrei o final tão digno que NATALIE deu a Como dizer adeus em robô.
 
Bea me conquistou, Bea me cativou, Bea fez com que eu me apaixonasse por sua “robotização”. Estejam preparados para também se apaixonarem por COMO DIZER ADEUS EM ROBÔ.
 

Resenha escrita por Mariana Rodrigues –  s2 Ler


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