Resenha: A Coroa, de Kiera Cass

Ah como eu estava ansiosa por esse livro e mais ansiosa ainda pra falar dele com vocês!

Como vemos em A Herdeira, Maxon e América estão ficando velhos e com o infarto que a rainha sofreu no final desse livro, as coisas começaram a ficar tensas no palácio, o que obrigou Eadlyn a assumir responsabilidades maiores como regente da coroa.

Em A Coroa, a saúde da América preocupa tanto seu marido que ele nem consegue pensar em ser rei! Não vou dar spoilers e dizer se ela melhora ou não para não estragar a leitura de vocês. Mas dá uma dorzinha no coração ver nossa América tão debilitada e tão frágil!

A história continua exatamente de onde parou e temos cenas preocupantes e decisões chocantes que vão mudar drasticamente o rumo de Illéa e também a visão da Eadlyn sobre o mundo que a rodeia.

Diferente de em “A Herdeira”, Eadlyn está mais centrada neste último livro. Sua missão é ser a melhor regente que seus pais poderiam esperar e, principalmente, para que eles não precisem se preocupar com mais nada além da saúde e bem-estar deles, pois, o abalo emocional também mexeu muito com o rei.

O problema é que ela não consegue compreender porque o povo não a aceita. Porque é vista como mesquinha e mimada. Porque jogaram comida nela no dia do desfile. Ela não compreende o que os garotos da seleção enxergam nela, menos ainda porque Kile e o Henri se dedicam tanto para que se sinta melhor com todas as novas responsabilidades que assumiu.

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Quem não gostava do Kile e queria que ela escolhesse qualquer outro, vai se sentir dividida durante essa leitura. Ele se mostra ainda mais prestativo, disposto e suas ideias para melhorias das casas a serem construídas são realmente sérias, não apenas para se mostrar útil como talvez um futuro príncipe regente.

Henri rouba a cena muitas vezes, pois ele é o mais esforçado de todos os candidatos. Sua dificuldade com a língua falada em Illéa deveria ter sido motivo suficiente para ser eliminado da disputa, mas tem algo nesse rapaz que faz com que a princesa o mantenha entre a Elite. Henri, para confundir ainda mais a nossa cabeça e a da Eadlyn, está fazendo o impossível para aprender a se comunicar com ela, desde aulas de português (ou inglês? Haha), até gestos simples como flores, abraços e um comentário espirituoso em momentos de pura tensão.

Ele, Kile e Eikko (ou Erick) se tornam muito amigos e a proximidade dos rapazes também ajuda no desenvolvimento da trama.

“Não, aquele processo inteiro não fazia sentido, mas eu conseguia entender como tinha acontecido, como o coração podia ser arrebatado naquela aventura. E naquele momento era esta minha esperança: que de algum jeito dever e amor se tornassem uma coisa só e eu me descobrisse feliz no meio da Seleção.”

Eu estava torcendo para o Kile ficar com a Eadlyn, mas quando eles se beijaram no volume anterior, meu primeiro pensamento foi: Hm, rápido demais. Ai tem pegadinha!

No entanto, passei os dois livros torcendo por ele e por um personagem que eu tinha certeza não teria destaque ou futuro na história: o Eikko. Vocês podem estranhar falar sobre um personagem que não está entre os candidatos, mas os secundários sempre roubam a cena e eu gostei bastante dele, desde o outro livro.

Eikko é  conhecido no palácio como Erick, pois ele acredita que seria mais fácil para se lembrarem de seu nome se falasse Erick ao invés do correto. A única que conhece seu nome verdadeiro é a princesa e, por ele não estar disputando o coração dela, ela se sente livre para conversar. A amizade deles é bonitinha e em A Coroa percebemos o quanto é importante tê-lo por perto.

Os rapazes a ajudam a se enxergar e amadurecer não apenas como mulher, mas como futura rainha.

Não vou me aprofundar muito mais no resumo, o que disse acima é o que o próprio título já revela, mas se falar mais posso esbarrar em algum spoiller que vocês não gostariam de conhecer antes da leitura.

Confesso que amei a história e a escolha que a Kiera fez para o final. Como sempre, a escrita da Kiera é rápida, sem aprofundar demais nos sentimentos ou sensações dos personagens, então é uma boa escolha para leitores que não gostam de muito mimimi e preferem ir direto ao ponto. A Eadlyn é confusa como toda garota que está assumindo uma responsabilidade maior do que acredita ser capaz, mas essa confusão é necessária para que a trama se desenvolva e consigamos enxergar o amadurecimento dela.

Maxon, América, Aspen, Lady Lucy, Kile e sua irmã, definitivamente são meus personagens favoritos, além do tradutor e do cozinheiro Henri.

Novamente senti que a Kiera acelerou o final da história e, como só no finalzinho, descobrimos quem Eadlyn queria realmente escolher, senti falta de um pouco de aprofundamento, mas nada que desabone a história.

Em resumo, foi um bom final para a série. Se bem que o epílogo postado aqui no Burn Book e que é conteúdo exclusivo para uma editora estrangeira, agradou muito mais que o epílogo original. Você pode conferir e nos falar se concorda, clicando aqui.

Até a próxima resenha!

Capa100
Enredo90
Narrativa90
Personagens100
Nota dos Leitores:18 Votes78
95
quinto livro da série "A seleção"

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