Matched
Editora: Suma de Letras
Ano: 2011
Páginas: 242
Tradução: Livia de Almeida
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No futuro, a Sociedade escolhe: onde você mora. O que você come. Onde você trabalha. Como você se diverte. Com quem você se casa. Quando você morre.
Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família.
Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander—bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos—, tudo parece bom demais para ser verdade.
Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés.
Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

Todos nós podemos nos gabar de termos o direito de liberdade e escolha. Podemos escolher com quem saímos, aonde vamos e o que fazemos. Mas e se vivêssemos em um mundo onde nada disso é possível?
 
Cassia vive dentro desta realidade. Ela e sua família são membros da Sociedade, que tem a função e o dever de cuidar de todos os seus moradores. A sociedade distribui suas roupas, que são iguais para todos e sua comida, que chega através de tubos e é categoricamente controlada por nutricionistas que fazem com que todos comam apenas o essencial. Além disso, todos carregam três comprimidos: um verde (que pode ser tomado em situações de estresse), um azul (que em casos de emergência é capaz de suprir as necessidades do corpo) e um vermelho (que é um grande mistério e só deve ser tomado quando indicado por funcionários da Sociedade).  Nada de luxo, para ninguém. A única exceção é o Banquete do Par.
 
Quando completam 17 anos, todos os aniversariantes passam pelo Banquete do Par. Além de cuidar do bem estar de seus habitantes, a Sociedade também decide com quem cada um irá se casar e passar o resto de suas vidas. Tudo é decidido com base em características semelhantes, compatibilidade. O par de cada um é revelado numa grande cerimônia chamada de Banquete do Par, um dia de gala onde meninas têm permissão para utilizar vestidos longos e os meninos ternos elegantes.
 
Cassia mais do que ninguém sonha desde sempre com o seu grande dia afinal, quem não estaria curioso para conhecer seu futuro esposo? E quando finalmente chega a hora de descobrir quem é seu Par ideal, uma grande surpresa a atinge.
 
Seu Par ideal é seu melhor amigo.
 
Isso na verdade é um grande alívio, já que pelo menos ela se unirá a alguém que já conhece, no entanto por um aparente erro da Sociedade, a pessoa que ela vê dias depois como sendo o seu futuro amor, num microcartão que tem a função de disponibilizar todas as informações sobre seu futuro par, é alguém completamente diferente. Seu misterioso e escorregadio vizinho, Ky.
Isso acaba provocando uma enorme confusão de ideias e sentimentos em Cassia. Ela não sabe o que fazer e nem com quem deve falar sobre o assunto. Não sabe sequer se deve comentar sobre o ocorrido com alguém, já que todos são controlados pela Sociedade, e ela tem medo de que tudo seja uma grande conspiração.
 
O objetivo da Formação de Pares é duplo: garantir à nossa Sociedade futuros cidadãos os mais saudáveis possíveis e oferecer as melhores oportunidades para cidadãos interessados em experimentar uma Vida Familiar bem sucedida. É da maior importância para a Sociedade que os Pares sejam os mais perfeitos possíveis.
 
E não é apenas isso que começa a intrigar Cassia, uma série de fatos faz com que ela comece a pensar se a Sociedade faz realmente tudo para o bem de todos, ou apenas para seus próprios interesses. Algo extremamente inaceitável, já que os moradores não têm o dever de fazer questionamentos, apenas executar o que lhes é determinado. Afinal, seus governantes sabem o que é melhor para todos.
 
Mesmo com tantos pensamentos e frustrações, Cassia ainda continua executando suas atividades normalmente, ela tem que se esforçar arduamente para conseguir um bom emprego no futuro, emprego esse que ela irá realizar até o fim de sua vida, que na verdade será quando completar 80 anos, a idade considerada ideal para deixar tudo o que existe de material nesta vida (e a Sociedade se encarrega de que assim seja). E dentro dessas atividades, a recreação também está inclusa, e sua atividade é a caminhada, que por uma coincidência, ou não, é realizada juntamente com Ky.
 
Quando começam a conviver, Cassia e Ky descobrem que há muito mais coisas no mundo além da Sociedade. Uma dessas coisas são as obras. O governo decidiu, há muitos anos, 100 obras para serem apreciadas pela população, são 100 canções, 100 hitorias e 100 poemas. No entanto eles acabam descobrindo, por intermédio de um presente do avô de Cassia, que nem tudo se resume a estes 100, e começam a ter contato com um antigo poema. Entre outras coisas o poema diz: Questione.
 
Tanto questionamento acaba colocando Cassia em uma, ou duas, difíceis situações. Primeiramente ela não sabe se deve acatar ou divergir dos pensamentos impostos pela Sociedade. Segundo, ela não está apaixonada pela pessoa por quem que realmente deveria.
 
 Ela ama Ky.
 
O primeiro volume da trilogia de Ally Condie nos traz um mundo completamente diferente do que vivemos. Tecnologia super avançada e todo o clima típico de ficção científica, mas de uma maneira leve e agradável de apreciação.
 
A narrativa em terceira pessoa é de fácil entendimento, não caracterizando o clima complexo de outros tipos de ficção, mas mesmo assim não ficando para trás.
 
Cassia não é boba e melosa, não nos fazendo ficar com vontade de vomitar a cada segundo (Crepúsculo #feelings), mas não deixa de ter seus momentos ‘fofinhos’.
 
Misturando romance, desconfiança e ficção, temos uma ótima historia que só faz com que fiquemos com vontade de ler os próximos livros e descobrir que rumo tomará a vida de Cassia.
 
Indico a todos.
 
Você tem suas próprias palavras, Cassia — diz o Vovô. — Já ouvi algumas delas e são lindas. (…) Eu continuo a amar essa carta porque vem de você. Não quero ferir seus sentimentos. Quero que confie nas suas palavras. Você entende?

– Outras Capas:
 

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Crossed, segundo volume da trilogia Destino, já tem capa definida. O livro, ainda sem título em português, será lançado nos EUA em novembro deste ano.

 

 

 

 

 

 

 

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