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Resenha: Ecos da Morte, de Kimberly Derting

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Ecos da Morte
Autora: Kimberly Derting
Série: The Body Finder
Editora: Intrínseca
Páginas: 268
Resenha por: Guicepeda
Mais informaçõesSkoob

 

 
 
 
Violet Ambrose tem dois problemas: o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton,seu melhor amigo,por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay,ela está cada vez mais desconfortável com sua estranha habilidade. Violet encontra cadáveres. Desde muito pequena,percebe os ecos que os mortos deixam nesto mundo. Ruídos,cores,cheiros. Mas não todos: apenas os das vítimas de assassinato. 
 
Para ela,isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes,tudo o que encontrava eram pássaros mortos,deixados para trás pelo gato da família. Mas quando um serial killer começa a aterrorizar a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas mortas a perseguem dia e noite,Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo,ela estará no rastro do assassino. E ele,no dela.

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“Um verdadeiro thriller, que fará o leitor andar olhando para trás e se recusar a sair por aí sozinho.” — Booklist

Ecos da morte é o primeiro volume da série The Body Finder, best-seller do New York Times. Lançado recentemente no Brasil pela Editora Intrínseca, o livro traz um enredo simples e envolvente. Kimberly Derting soube trabalhar com o sobrenatural na medida certa, com doses de romance e suspense que vão fazer o leitor mergulhar de cabeça nas páginas do livro.

Em Ecos da Morte acompanhamos a vida de Violet, uma adolescente que sempre se sentiu diferente das outras, e desde criança convive com um problema diferente do cotidiano dos meros mortais, ela tem o dom (ou maldição) de encontrar pessoas e ou animais mortos, mas apenas aqueles que foram de alguma forma assassinados. 
 
Logo no prólogo, somos apresentados ao dom de Violet, que aos 8 anos de idade, é atraída por uma força sobrenatural até o corpo de uma garota enterrada na floresta. Ela pode ouvir, ver e sentir (pelo cheiro) os “Ecos da Morte” que são rastros deixados tanto nas pessoas ou animais que foram assassinados, quanto nos assassinos.

Ela ouviu o pai ofegar no mesmo instante em que reconheceu o que tinha descoberto. Sentiu que as fortes mãos paternas a alcançavam por trás, puxando-a firmemente pelos ombros para longe da terra recentemente revolvida e envolvendo-a com seus braços firmes e seguros… longe do som que a chamava. E longe do rosto da garota que, de baixo da terra, erguia o olhar para ela.
 
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O livro começa alguns anos após o incidente da floresta, Violet já está mais madura, e meio que acostumada com o seu dom, agora ela é uma adolescente que vive os obstáculos comuns do chamado “High School” e se sente ainda mais excluída por conta de seu dom, mas Jay, seu melhor amigo sempre esteve ao seu lado, dando conselhos e servindo como um ombro amigo para apoia-la nas horas mais difíceis. Tudo estava correndo bem, até que Violet se apaixona por Jay, e uma série de crimes é desencadeada em sua cidade. Violet fica no impasse de se render a vontade de seu coração, ou manter o controle sob a situação com medo de estragar a amizade de muitos anos com Jay.

 

Kimberly Derting escreveu “Ecos da Morte” a partir da ideia: “E se uma criança pudesse achar corpos mortos?” a partir dai desenvolveu a ideia e soube trabalhar sob a linha do real/sobrenatural, criando uma história tocante, com cenas românticas e de suspense relativamente alternadas, com personagens marcantes e um psicopata a solta.

Não posso falar muito desse livro, pois apesar da trama ser bem simples, qualquer detalhe a mais que eu falar nessa resenha pode acabar influenciando no seu pensamento, e o levando a criar teorias que nem sempre podem estar corretas, portanto vou me prender aos personagens e as características do livro em si, pois a historia apenas a leitura mesmo para explicar tudo, a resenha pode te dar uma boa base do que é o livro, mas super-recomendo a leitura do mesmo.

Bom, tirando essa parte de recomendações e tentativas de evitar spoilers, vamos voltar para a resenha.

A química entre Jaye Violet, é de dar inveja em muitos romances sobrenaturais que estamos acostumados a ver por ai. A autora soube trabalhar essa parte da evolução de uma amizade muito forte, que às vezes acaba se confundindo com outras coisas e se transformando em algo a mais, que pode ou não dar certo, estou me referindo ao surgimento da paixão, que quando está implícita a vontade em nossos corações, não a nada que nos faça voltar atrás, não importando as consequências do mesmo, pois como dizem por ai, o amor é cego.

 
Ela e Jay eram melhores amigos desde os seis anos, quando Jay se mudou para Buckley, no primeiro ano da escola. Tudo começou no dia em que, durante o recreio, Violet o desafi ou a beijar Chelsea Morrison, dizendo-lhe que seria sua melhor amiga se ele o fi zesse. Claro que Chelsea lhe deu um empurrão, o que Violet sabia que aconteceria, e os três foram arrastados para a sala do diretor para uma discussão sobre "limites pessoais”.
 

O desenvolvimento da trama é perfeito, e mesmo que as vezes o final possa ser um pouco “previsível” a autora soube trabalhar para deixar cada capitulo mais interessante, com alguns detalhes e o jeito que ela usou as palavras para deixar a narrativa fluir facilmente, como se as paginas virassem sozinhas, exemplo disso é que quando eu me dei conta, já estava no ultimo capitulo do livro.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a alternância entre a visão de Violet e do Psicopata no decorrer do livro, Violet sempre foi mais doce, com uma visão mais leve das coisas, já o Psicopata, como era de se esperar, tem todo um linguajar agressivo e pouco se importa com as vitimas, pois pra ele tudo não passa de um jogo. (Bjs pro Jigsaw, dos jogos Mortais.)

A diagramação do livro esta perfeita, a Editora Intrínseca se apegou muito aos detalhes, no começo de cada capitulo tem uma “flor” que tem a ver com a história em si (vide a capa), não encontrei nenhum erro de tradução/concordância e a cor da página em conjunto com a fonte utilizada deixa a leitura mais leve e não cansa a vista.

Recomendo para os leitores que estão atrás de uma leitura diferente do que estamos acostumados, de livros sobrenaturais meio clichês com um romance meloso e pouca ação (que não falta em Ecos da Morte). Confesso que antes eu tinha um certo pré-conceito com Thriller Psicológicos, mas desde Antes que eu vá, seguido por Bela Maldade (ambos da Intrínseca) não me decepcionei com nenhum deles, e me tornei um grande fã do gênero, assim como os YA (Hush Hush) e as Distopias (Hunger Games *–*).

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Ficou curioso? Leia o primeiro capitulo de "Ecos da Morte" aqui.
 
Separei esse quote bem legal, que está no 1° capitulo e mostra o desenvolvimento dos personagens no livro.
 
No primeiro ano brincavam de pega-pega no parquinho, sempre juntos na perseguição a outras crianças, para que fi zessem delas os “pegadores” e não tivessem de jogar um contra o outro. No segundo ano passaram a utilizar o trepa-trepa, escolhiam os times e usavam os túneis como fortes improvisados para defenderem-se dos inimigos dos dois. No terceiro ano aprenderam a jogar four square e bola na parede. No quarto, espiribol. E foi no quinto ano que descobriram que a inspetora do recreio não conseguia 
ver o que acontecia atrás da pedra gigante na beirada do campinho.
 
Foi o ano do primeiro beijo deles — ou melhor, beijos —, a única incursão que fi zeram juntos pela área romântica. Tentaram uma vez com as bocas bem fechadas, um selinho rápido, e depois novamente, tocando as línguas. A sensação foi escorregadia, elástica e estranha. Ambos concordaram imediatamente que aquilo era nojento, e juraram que jamais repetiriam.

 
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O livro teve seu lançamento no Brasil em setembro. Nos Estados Unidos, já foram publicados dois livros da série e o terceiro, “The Last Echo“, tem previsão de lançamento para 17 de abril de 2012.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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10 Comments

  1. Adorei o livro, quero ler

  2. Nossa, estão me deixando louca para ler esse livro. Parece ser MUITO bom, e você fez um resenha completa, sem spoilers!
    As capas são bem bonitas, não?
    Quero ler agora haha 🙂

    Beijo,
    Mell Ferraz – Croissant Parisiense

    1. Hey Mel 🙂
      É muito bom mesmo, tanto que já pedi o Desires of the dead pelo BD pra ler \o\ Que bom que você gostou, adoro comentários construtivos nas resenhas, obrigado mesmo ^^
      E ele nem está tão caro, eu vi por 19,90, acho que foi na Saraiva (site) a um tempinho se não me engano, quando você ler me manda a sua opinião, ok?

      Bjs
      Att. Guilherme

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  4. li o livro em uma tarde mt mt mt mt mt bom recomendo !!

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