Resenha Entre o amor e a vingança, Sarah Maclean 3
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Resenha Entre o amor e a vingança, Sarah Maclean

O livro Entre o amor e a vingança é um título spoiler na minha opinião, porque é meio óbvio como o protagonista vai se enroscar nesses dois sentimentos, mas é agradável demais acompanhar a evolução da trama, mesmo que adivinhemos o final.

 

Michael, o Marquês de Bourne, era um garoto levado e aparentemente inconsequente, por isso, quando seus pais morrem, um vizinho amigo de sua família é quem fica responsável por seus bens. Por anos o homem triplicou seus ganhos e invejou tudo o que ele tinha – ao menos é a imagem que eu tive do tal homem – e quando Bourne completa 21 anos, acaba perdendo tudo, todo o seu legado, em um jogo de vinte e um.

 

A história se lança dez anos à frente. O marquês tornou-se um homem amargo, metido até os ossos em um desejo de vingança doentio. Ele quer tudo de volta: suas terras e seu dinheiro. Mesmo que ele já tenha triplicado seu legado depois de ter perdido tudo dez anos antes. Ser imensamente rico, dono do clube mais exclusivo de Londres, o Anjo Caído, e não precisar viver das aparências que a sociedade impõe já que não está nem aí pra sociedade, ele continua ávido por ver seu algoz perder tudo como um dia ele perdeu.

 

E para alcançar este objetivo, Lorde Bourne não se preocupa com escrúpulos ou o que colocará em jogo para recuperar seus bens.

 

O que um canalha quer, um canalha consegue.

 

Penélope Marbury é considerada uma solteirona já que, aos vinte e oito anos de idade, ainda não se casou e, aparentemente, não pretende fazê-lo. Ela e Michael foram amigos de infância, mas depois que o Michael começou a estudar e, em seguida, perdeu os pais, nunca mais se viram.

 

Como Penélope sonha com um casamento com algo mais que dotes, herdeiros e ganância masculina, seu pai, que ganhou a propriedade vizinha em um jogo de cartas, a acrescenta ao dote da filha, sabendo que fará com que “apareçam” propostas de casamento para ela.

 

Essa propriedade era a antiga casa do marquesado Bourne e o reencontro de Michael e Penélope torna-se inevitável.

 

O plano do Marquês era comprometê-la ao ponto de obriga-la a se casar com ele, já Penélope, inocente, de princípio acredita que ele retornou porque sentiu sua falta.

 

 

As farpas entre esses dois são incríveis e os diálogos maravilhosos! A Sarah pegou uma trama clichê e a deixou deliciosa de ler justamente porque ela soube dosar inocência, ousadia e ironia na personalidade da Penélope – já que ela precisa enfrentar o temível Marquês que não lembra em nada o garotinho que ela conheceu quando criança – e orgulho, ironia e medo na personalidade do adulto Michael.

 

É incrível como ele consegue machucar a Penélope com palavras e mesmo assim, ela não se deixar abater.

 

A dinâmica das cenas é instigante e nos leva a desejar continuar a leitura, mesmo quando precisamos fechar o livro para fazer outras coisas.

 

Os personagens secundários foram pouco aproveitados, focando a história mais no casal do que no todo e isso me incomodou um pouco, porque a vingança do Michael perdeu um pouco do peso no decorrer da história, já que os sentimentos pela Penélope eram mais urgentes para o protagonista.

 

A capa do livro é linda e o final me deixou louca para ler o próximo, já que será a história da irmã da Penélope e mais um canalha.

 

Vale muito a pena ler! Principalmente se você ama personagens femininos fortes e imprevisíveis.

 

As cenas eróticas são bem descritas, não vulgares e realmente lindas!

 

 

Espero que tenham gostado da resenha.

 

Beijão, Mari Scotti

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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