Resenha: A Escolha, de Kiera Cass

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Título: A Escolha (The One)
Autor(a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 352
Classificação: 4/5  estrelas

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A Escolha é o terceiro e último volume da trilogia “A Seleção” da autora Kiera Cass. O que falar de um livro tão aguardado, que deixa uma sensação de vazio após a leitura?

Parte por ter acabado a série, e por outro lado o fato de a autora apostar em deixar "tudo muito bonito" e esquecer-se de desenvolver a história, descrever cenas (muito importantes de guerra e afins) e sai deixando vários buracos na história do desfecho da trilogia.

A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida.

America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon.  Mas à medida que a competição se aproxima de seu final, ela percebe que tem coisas mais importantes acontecendo a sua volta do que somente “A Seleção”, e com alguns acontecimentos envolvendo a monarquia, os rebeldes, sua família e as selecionadas pode mudar para sempre a sua vida.

Desde o começo da série “A Seleção”, Kiera Cass deixou bem claro que o foco dos livros era o romance. A distopia era apenas um “plano de fundo” para desenvolver os conflitos e as questões relacionadas a escolha da próxima princesa de Illéa.

Em A Escolha, a autora apostou em desenvolver o caráter dos personagens e o amadurecimento deles. Alguns personagens mudaram MUITO, indicando alguns ”spoilers” logo no começo do livro. Sabe quando um personagem é odiado durante a série inteira, e de repente a autora resolve criar uma espécie de redenção? Já pode esperar que tem coisa ruim no caminho …

America está mais decidida e corajosa em demostrar seus ideias. Maxon continua o mesmo e tenho que admitir que ele me irritou profundamente da metade para o final do livro. Aspen? Bom, esse é um personagem meio que coringa na história, no começo da série (A Seleção) demostrava uma coisa e agora no terceiro livro estava mudado (ok, as pessoas amadurecem), mas achei que faltou um pouco de desenvolvimento e justificativa para alguma de suas ações em A Escolha.

"— Você consegue fazer isso. E vai. Se quer Maxon, precisa ser perfeita. Estou certa de que sabe que nem todos estão a seu favor. (…) E eu precisava ser perfeita. A perfeição era minha única escolha."

Sabe quando falta livro pra tanta história? Não que o livro seja ruim, muito pelo contrário. Foi um bom desfecho para a trilogia, mas acho que a Kiera poderia ter apostado em um quarto livro e desenvolvido mais a história desse, chega uma parte que a autora começa a adicionar vários fatores e deixa sem explicação, criando vários buracos na história.

Digo que estou satisfeito com o livro por estar meio que “traumatizado” com desfechos de trilogias, vide Convergente (da série Divergente) que foi um desastre. Não querendo comparar as duas séries nem nada, mas tive que citar a série de Veronica Roth para completar a resenha.

A diagramação da versão nacional do livro está perfeita, assim como a tradução, a capa e a qualidade em geral da edição da Editora Seguinte.

“A Seleção” vai deixar saudades, espero que a Kiera escreva mais alguns contos ou resolva aparecer com um quarto livro para cumprir essas lacunas deixadas em “A Escolha”, afinal … quem nunca?

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Resenha escrita por Guilherme Cepeda – Burn Book ©

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