Olá leitores do Burn Book, confira abaixo uma resenha especial dos 3 volumes da série Scott Pilgrim, publicados pela Editora Cia das Letras no Brasil.

     
 
Em meados de Agosto de 2004 o quadrinista ainda misterioso Bryan Lee O’Malley, Canadense, iniciou um projeto bem diferente do habitual mundo dos Comics Norte Americanos. De inicio foi apenas o roteiro com os amigos, mas o material foi progredindo e ficando a cara do nosso mundo e momento, mas o que eu quero dizer com isso?

Scott Pilgrim, o personagem principal e título da HQ de O’Malley é um típico adolescente Canadense, ele tem 23 anos, é incrível e toca na sua bandinha mequetrefe os Sex Bob-Omb. Nada parece tirar a paz e sossego do jovem Pilgrim e seu grupo bastante interessante de amigos vagabundos. A premissa podia ser assim, caso O’Malley fosse um cara normal, mas ele não é. Em volto a esse clima largadão de musica e festas e comer pizza gelada, descobrimos que o mundo de Scott Pilgrim é bem acido, porém doce.

 
 
Vamos ser rápidos aqui, pois a HQ também é. Scott Pilgrim(Baixista) e seus amigos, Stephen Stills(Vocal/Guitarra), Kim Pine(Baterista) e Young Neil (que não toca nada mas joga desde Zelda a Mega-man) tem uma banda, que não faz muito sucesso mas eles tão na estrada. Scott, um verdadeiro galã, conhece uma estudante de 17 anos Chinesa, Knives Chau (toda a galera da banda tem 21 para cima) e as piadas começam. Sem dar bola, o jovem segue sua vida e o ‘’romance’’, EIS que em sonhos e depois em uma biblioteca em Toronto, Canadá, ele conhece Ramona Flowers. A única entregadora do site Amazon.com na região e linda! Após alguns rolos, Scott ‘’larga’’ Knives e começa a sair com Ramona, e então a vida largada do jovem rapaz se torna um caos, caos ainda maior que seu apê! É que a assim, para Pilgrim sair com Ramona ele terá de enfrentar, ops, Derrotar os 7 ex-namorados do mal dela.
Se você fez essa cara ou pensou ‘’WTF?’’, não se assuste que o barco segue por aí mesmo. O’Malley, totalmente despreocupado com a veracidade dos fatos cria uma verdadeira saga (e foi mesmo, durou de 2004 á 2010) da vida deste irresponsável porém muito carismático, Scott Pilgrim. 
 
Vamos ao que importa nesta resenha, a forma como Bryan Lee O’Malley desenha não agrada a todos os leitores de cara, não que ele desenhe mal acontece que seu traço é bem diferente do concorrido mercado Norte Americano. Bastante influenciado pelos Mangás, seus personagens já recebem + 1 em algumas características, como: Os olhos, a anatomia infantilizada, linhas de ação e elementos gráficos e na própria estória mesmo (alou, 7 ex-do mal, qualé rs).

Obviamente o fato mais importante, a HQ é toda em preto e branco, mas da pra notar que muita cor sai de dentro dela, principalmente nas lutas. É isso aí, esta revista trás romance, drama (adolescente, mas é drama) e muita, MUIIIIITA luta! No melhor estilo vídeo-game.

 
A forma também como O’Malley desenha pode lembrar muito os Cartoons que também influenciaram seu estilo. O cara usa muito carvão e lápis de grafites fortes como 6B para rabiscar sua história o que imprime um traço bem pesado e marcado. Uma ótima coisa é que Bryan sabe muito de cultura POP o que usa com mestria em qualquer capitulo da HQ. Temos uma tonelada de referencias a cultura POP e modismos, e garotas do blog, as roupas que as meninas Ramona, Kim Knives, Anvy usam estão ligadas direto com a moda atual, toda a cena temos uma roupa, cabelo ou clima diferente, nada fica parado em um quadrinho de Bryan, e ao passo que você vai lendo e observando cada desenho do seu traço, vai se acostumando com aquele mundo doido.
 
Por fim, é difícil é não se identificar com Scott e sua turma de amigos. Afinal, todo mundo já levou um fora quando estava apaixonado ou já teve que voltar pro início do jogo por conta de um chefão apelão. O importante é tentar de novo.
 
Resenha por: Marko Miller
 
 
Confira abaixo algumas imagens cedidas pela Editora Cia das Letras para esta resenha.
 

 
 

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