Título: Floresta dos Corvos

Autor: Andrew Peters

Páginas: 384

Editora: Intrínseca

Resenha por: Guilherme Cepeda

Ark vive no alto das últimas árvores que restam no mundo. E, já que mesmo em um país suspenso como Arborium alguém precisa desentupir os canos, ele tem uma profissão: aprendiz de encanador. É enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto se torna testemunha de algo que vai mudar sua vida. Sem querer, Ark entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir seu país. Uma perversa enviada de Maw, o império inimigo, feito de vidro e metal, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, fazendo de seu povo, os pacíficos dendrianos, nada mais que escravos de seu plano maligno. Flagrado, Ark precisa fugir para não ser morto, e terá de percorrer o gigantesco arvoredo e chegar à sombria Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de proteger seus amigos e seu lar.

Dentre os livros de fantasia lançados atualmente, alguns se destacam pela sua originalidade. Floresta dos Corvos traz um enredo interessante que poderia ter sido muito bem aproveitado pelo autor, mas a meu ver deixou a desejar.

Não que o livro seja ruim, apenas não superou minhas expectativas. Ark é um garoto de quatorze anos que vive na copa de uma das últimas árvores que restam no mundo, no país de Arborium. O trabalho de Ark não é nada agradável, ele é encanador e mexe com todos os tipos de dejetos (eca!).

Durante um dia de trabalho, Ark escuta uma conversa sobre um plano que irá colocar seu lar em risco. A partir disso ele parte em uma jornada para tentar salvar o reino de Arborium e ao mesmo tempo sua própria vida, pois durante essa jornada ele encontra alguns vilões cheios de cartas na manga.

A narrativa de Andrew Peters se desenvolve bem e garante bons momentos para o publico infanto-juvenil, em suma masculino, pelas cenas de perseguição e obstáculos que Ark enfrenta para salvar Arborium.

Antes de começar Floresta de Corvos, procurei algumas críticas no GoodReads (uma espécie de Skoob, mas só com livros em inglês) e a maioria eram negativas. Esse foi um dos pontos que me levaram a ler esse livro, para entender o porquê de uma história até então chamativa, mas que levasse em média duas estrelas.

Se por um lado Andrew Peters criou um mundo fantástico com toda a natureza de Arborium, por outro não soube desenvolver os personagens e o que mais me incomodaram foi o desenvolvimento de Ark e seus “poderes” mal explicados, sabe quando um personagem ganha alguma coisa ou aquele casal se apaixona do nada? Então, senti falta do amadurecimento do personagem. Acredito que seja mais fácil falar de um livro que eu gostei, mas quando me deparo com um livro que não gostei tanto assim, procuro balancear todos os pontos e passar para vocês uma análise do livro.

Floresta dos Corvos não é um livro que vai agradar todos os tipos de leitores. Não pretendo voltar para o segundo-volume da série, que o autor deixou bastante claro que existe por algumas pontas soltas durante a história e mistérios não resolvidos.

 

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