Título: Noite Infeliz

Autor: Seth Grahame-Smith

Editora: Intrínseca

Ano: 2012

Páginas: 270

Resenha por: Guilherme Cepeda

Uma das cenas mais icônicas da história: três homens montados em camelos chegam a uma manjedoura carregando ouro, incenso e mirra como presente a um bebê. Na vastidão do céu do deserto, uma estrela brilha intensamente. Um momento de serenidade e graça. Uma noite feliz. Mas quem eram os Três Reis Magos? A Bíblia quase não fala deles. Seus nomes sequer são mencionados. O registro histórico é impreciso. Por que achamos que eles eram reis vindos do leste? E se fossem ladrões sanguinários da pior espécie, fugindo pela Judeia e esgueirando-se na escuridão da noite? A escrita habilidosa de Seth Grahame-Smith mistura fatos históricos a uma atmosfera de mistério para criar uma trama épica: os chamados “Três Reis Magos” são liderados pelo enigmático criminoso Baltasar – o infame “Fantasma da Antioquia”. Homens que escaparam da brutal prisão de Herodes e foram parar, por acaso, na famosa manjedoura do Rei recém-nascido. A última coisa de que Baltasar precisava era perder tempo com José, Maria e o filho do jovem casal. Porém, quando os guardas de Herodes começam a matar bebês primogênitos na Judeia, o ladrão não tem alternativa senão ajudar a família a chegar ao Egito. Assim começa uma história sombria e selvagem, protagonizada por figuras bíblicas como Pôncio Pilatos e João Batista, em que a magia dá lugar à perversidade humana.

Noite infeliz é uma releitura aceitável (fictícia) da historia que nunca foi contada por trás do nascimento de Jesus Cristo. Seth Grahame-Smith é famoso por pegar momentos históricos e dar um toque dark, assim como Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, ambos os livros tem um bom desenvolvimento com um leve deslize no final.

Uma das cenas mais icônicas da história: três homens montados em camelos chegam a uma manjedoura carregando ouro, incenso e mirra como presente a um bebê. Na vastidão do céu do deserto, uma estrela brilha intensamente. Um momento de serenidade e graça. Uma noite feliz.


Em Noite infeliz, somos apresentados à outra versão da historia dos “Três Reis Magos”, desde o momento da fuga da prisão de Herodes até o encontro com o casal que daria a luz ao suposto filho de Jesus Cristo. Nesse período histórico, era comum o rei mandar matar as pessoas, e segundo relatos antigos, os guardas de Herodes começam a matar bebês primogênitos, então Baltasar, mais conhecido como o "Fantasma da Antioquia" não vê outra escolha, se não ajudar João e Maria a chegar ao Egito.

O autor retorna com um enredo totalmente diferente de seu livro anterior, confesso que ele perdeu um pouco a mão durante a escrita e deixou a desejar. Não sei se foi o tema retratado que não me agradou, fiquei com um pé atrás com esse livro.

Quando jovem, ao ver aquela estranha estrela desaparecer dos céus de Belém, Baltasar pensara, Nada poderia queimar tão brilhante por tanto tempo. Concluiu então que o mesmo poderia ser dito sobre o menino.

Noite infeliz é um pouco previsível, mas nada que estrague o desenvolvimento do livro. Essa releitura da história dos “Três Reis Magos” tem cenas que vão de extrema violência a momentos divertidos com os famosos comentários de âmbito social inseridos pelo autor no livro.

Mas quem eram os Três Reis Magos? A Bíblia quase não fala deles. Seus nomes sequer são mencionados. O registro histórico é impreciso. Por que achamos que eles eram reis vindos do leste? E se fossem ladrões sanguinários da pior espécie, fugindo pela Judeia e esgueirando-se na escuridão da noite?


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Noite infeliz é um livro para os fãs de história, sejam elas religiosas ou não. Não se engane pensando que o livro é religioso, muito pelo contrário, as criações de Seth Grahame-Smith são inovadoras e garantem algumas horas de entretenimento literário, recomendo.

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