Resenha: O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald 4
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Resenha: O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

Depois que você começa a ler os clássicos, você percebe que ali está a fonte dos seus autores favoritos. Eu achava que O Apanhador no Campo de Centeio foi o livro que mais inspirou John Green – e provavelmente estou certo -, mas tem alguma coisa em O Grande Gatsby que traz a leveza da escrita de Green à mente. Não sei se os autores que eu adoro hoje serão lidos além do seu tempo, mas consigo ver isso no trabalho de F. Scott Fitzgerald.

Muitos devem conhecer O Grande Gatsby graças a Leonardo DiCaprio no filme de 2013, mas não consigo ver o filme ser tão viciante quanto o livro, se bem que uma história como essa pode ser adaptada muito ainda, já que os valores que ela retrata da sociedade parecem não mudar. Scott nos conduzi através do amor proibido de Jay Gatsby e Daisy Buchanan pelos olhos de Nick Carraway, um jovem comerciante que acaba aprendendo muito com sua amizade com Gatsby. Embora muitas vezes o personagem pareça estar no enredo apenas para nos mostrar o lado obscuro do sonho americano, é difícil não nos vermos afundando em seus olhos e sentindo todas aquelas emoções, que o enredo sopra, como se fossemos um.

Talvez esse seja o grande acerto de Scott para que o leitor pudesse sentir todo o peso da história. Eu terminei O Grande Gatsby do mesmo modo que terminei O Apanhador no Campo de Centeio, percebendo que não somos muito diferentes dos nossos pais, que não eram muito diferentes dos seus avôs ou dos seus bisavôs; e talvez, no final, não vamos ser muito diferentes dos nossos filhos. Não sei se o mundo vai amadurecer e ser o sonho que queremos, mas são obras como essas que nos fazem entende-lo melhor. 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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