Resenha: O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks 8
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Resenha: O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks

Resenha: O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks 9
 
 
 
 
 
 
 
 
O Melhor de Mim
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 272 
Resenha por: Mari Ventura
 
 
 
 
 
 
 
 

Antes de começar a resenha vou dizer que Sparks sempre me faz chorar! Então, preparem as lágrimas, pois eu havia chegado à página 36, nada demais havia acontecido, e eu já estava chorando, porque a gente sabe, a gente sente que vai acontecer alguma coisa em algum momento.

Em O MELHOR DE MIM, Sparks narra à história da vida de Dawson Cole, um homem que aos 42 anos vive uma vida solitária e recebe a notícia de que seu amigo Tuck Hostetler faleceu.
 
Dawson, que há mais de vinte anos não via o amigo, volta à cidade de Oriental para acompanhar o velório e enterro. Sua volta à cidade o leva de volta a seu passado, ao ano de 1984, quando viveu um intenso, verdadeiro e único amor com Amanda Collier. Na época, ambos adolescentes.
 
Amanda vinha de uma rica e tradicional família, enquanto Dawson era um garoto pobre e com uma família com todo tipo de criminoso. A diferença não foi forte o suficiente para fazer com que esses dois se mantivessem distantes. Nas aulas de química, quando se tornaram parceiros de laboratório, uma amizade e posteriormente, um grande amor surgiu.
 

Quando o verão acabou, ele já sabia que estava apaixonado e, quando o ar ficou mais fresco e as folhas de outono começaram a cobrir o chão de vermelho e amarelo, não tinha dúvidas de que queria passar o resto da vida com Amanda, por mais louco que isso parecesse (…) Com Amanda, era fácil para Dawson ser ele mesmo. Pela primeira vez na vida, ele se sentia feliz. (P. 19) 

Juntos enfrentaram muitas coisas. O pai abusivo de Dawson que lhe roubava o salário, seus primos que o espancavam; a família de Amanda, que era contra o relacionamento e sempre arruma brigas com a garota, que acaba fugindo para ver seu amor.

Tuck Hostetler foi o responsável por acolher Dawson quando o garoto fugiu de casa e lhe deu um emprego em sua oficina. Foi também o responsável por acobertar o namoro dos jovens. Contudo, Tuck era quieto e conversava pouco com eles.

Quando o relacionamento tem um ponto final, Amanda vai para a faculdade e Dawson vê seus dias de liberdade chegar ao fim. É envolvido em um trágico acidente e é condenado a quatro anos de prisão por homicídio doloso.

Ao sair da cadeia Dawson volta para a oficina de Tuck e um dia tem uma briga feia com seu primo, dando-lhe uma severa surra. Decide então que tem que sair de Oriental e viver em outro lugar.

Assim Dawson parte sem nunca pensar em voltar. Até receber a notícia da morte de Tuck.

Amanda fora embora da cidade, cursara a faculdade, se casara com um odontologista e tinha três filhos. Aparecia poucas vezes em Oriental para visitar a mãe, já que o passado estremecera o relacionamento das duas. Amanda é uma mulher linda, mas com problemas imensos em seu casamento e com a sombra de uma tragédia que a entristece.

Sempre que voltava para Oriental ela visitava Tuck. Com o passar dos anos Tuck começou a se abrir mais e os dois tinham longas e confidenciais conversas.

Foi com base nessas conversas que Tuck “armou seu golpe” após a sua morte. Tuck procurou um advogado e deu instruções claras de como este deveria proceder após sua morte. Fazer com que Dawson e Amanda voltassem a Oriental era uma das regras.

O advogado seguiu as ordens à risca e conseguiu com que o ex-casal se encontrasse em Oriental em um fim de semana.

Ambos ficam surpresos e felizes com o reencontro. Trocam histórias, confidencias, lembranças… Mas nem tudo é felicidade nesse fim de semana. Os primos de Dawson ainda querem vingança, Dawson começou a ver a imagem de um homem (fantasma) que o segue, a mãe de Amanda ainda a controla, e a própria Amanda está infeliz com o grave problema que enfrenta em seu casamento e que irá piorar ainda mais quando o fim de semana chegar ao fim.

É com essa mistura de situações que Sparks expõe o quão forte e intenso pode ser um amor de juventude e o quão fraca algumas relações podem se tornar com o passar dos anos.

Como todos os livros do Sparks, O MELHOR DE MIM é lindo! Achei que foi o melhor final dos livros dele que li até agora. Não só o final foi o melhor, como a lição que ele passa emociona de tal forma que é impossível não chorar.

Aliás, eu falei lá no começo que sempre choro quando leio Sparks porque sei que alguma coisa vai acontecer, sim, eu já me antecipo nas lágrimas para não deixar para sofrer tudo no final, mas dessa vez não teve jeito, por mais que chorei desde o começo, o final me comoveu imensamente e meia hora depois de terminar a leitura foi pouco para minhas lágrimas cessarem.

Um dia Dawson disse para Amanda: “Eu lhe dei o melhor de mim”. E é essa frase que está repetida no final do livro que nos sensibiliza e nos faz chorar, e faz ainda com que nos perguntemos: quantas vezes demos o melhor de nós a alguém.
 
"(…)Porque você não é só alguém que amei no passado. Você era minha melhor amiga, a melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra vez. – Ele hesitou, buscando as palavras certas. – Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora, nada jamais voltou a se o mesmo." Página 185 

Sparks é um mestre na arte de escrever sobre o amor, mas o é também quando nos coloca para refletir o que esse sentimento significa para nós.

 
– Outras Capas:
 
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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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10 Comments

  1. Eu querroooooo leeer!!!!!!!!!!!!!!1

    Adorei a resenhaa….

    1. Ebaaa, obrigada 🙂

  2. A primeira capa estrangeira é lindinha!!

    Fui lendo e lendo a resenha e só me fez dar voltas e voltas.
    O início da história do livro me fez lembrar Diário de uma Paixão (devem ter contaminado a água! rsrs), mas é claro, só o começinho.
    É impossóivel você ler o livros de Sparks e não ficar imaginando o pior! rsrs
    Porque a gente sabe que para ele não basta uma SEPARAÇÃO! Tem quer ter TRAGÉDIA!

    Abraços

    1. Thata, tive a mesma sensação que você. No começo lembrei muito de Diários, mas depois foi ficando diferente. Vale a pena ler!

      Morri de rir aqui com "não basta uma SEPARAÇÃO! Tem quer ter TRAGÉDIA!"
      Sparks é sempre trágico, mas sempre consegue ser lindo né *_*, rs.

      Bjs

  3. Li uma amostra desse livro e fiquei mto interessada, só espero que não termine em tragédia, não estou podendo com finais tristes no momento…. mto boa tua resenha, parabéns.
    Abraço.

    1. Oi, Ana. Que bom que gostou da resenha. Fico feliz.

      Quanto a tragédia, infelizmente tem tragédia, mas é uma tragédia linda… Se é que posso chamar assim. Vale a pena ler o livro pra conferir.

      Bjs

  4. Ótima resenha, só de lê-la já me deu vontade de chorar, imagina quando eu ler o livro então como vai ser! Acho o Nicholas Sparks um dos melhores escritores de romance, sempre consegui nos tocar de forma extremamente marcante e como você disse os livros dele sempre têm uma lição para nos ensinar, eu adoro isso sobre ele. Enfim, parece que agora tenho mais um livro para adicionar a minha lista. Mais uma vez, parabéns pela resenha e parabéns também pelo blog.

  5. Oi, Rosa, que bom que gostou da resenha.

    Você falou a coisa mais certa, Sparks nos toca de forma marcante. Suspiro por tudo que esse homem escreve.

    Bjs

  6. Ah, estou na dúvida se leio ou não esse, pois os livros do Nicholas sempre me fazem chorar.

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