O Poder dos Seis,

Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 321
Ano de lançamento: 2011
Resenha por: Guilherme Cepeda
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. O Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, e falharam.

 
Em O poder dos seis, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes. 

Olá leitores do Burn Book. Não é de hoje que tenho uma relação de amor e ódio com essa série, isso se deve pela experiência meio frustrante com “Eu sou o número quarto”, que começou a ser revertida agora com “O poder dos Seis”, segundo livro da série de Pittacus Lore.

Antes de começar essa resenha, devo ressaltar um ponto muito importante para a saga, nesse livro o autor optou por usar duas linhas de narração, onde acompanhamos todos os fatos do livro pela visão de personagens diferentes, John (o número 4), Sam e Seis narram uma parte do livro, e a outra parte é narrada por Marina (número 7) o que da um ritmo diferente para a história.

O poder dos seis começa com um relato de Marina, a que vem do mar, contando toda sua trajetória (fuga) de Lorien até o planeta terra, e o que ela e sua cêpan (Adelina) fizeram para sobreviver até hoje. A partir desse capitulo já senti que o desenvolvimento do livro iria ser diferente. Para vocês entenderem um pouco mais dessa parte de Cêpans e Lorien, leia o trecho abaixo, da minha resenha de “Eu sou o número quatro” que explica bem a temática do livro.

“A história se passa na Terra, e narra à trajetória dos Loren, pessoas de Lorien, um povo alienígena de um planeta distante que se refugiaram na terra para escapar das garras dos Mogadorians, raça que destruiu seu planeta natal.

Dez Anos atrás os Garde (aqueles que desenvolvem os Legados ou “poderes”) fogem para a Terra com os seus respectivos Cêpans, uma espécie de “Protetores” que tentam mantê-los a salvo, e ajudá-los a desenvolver seus poderes. Os Garde têm poderes (Legados) que se desenvolvem de diferentes formas, podem voar, outros controlar os elementos, alguns se tornarem invisíveis (assim como o Vô do número 4) e falar com os animais.”

A narrativa é bem desenvolvida, Pittacus Lore soube contornar a situação do primeiro livro, e usar os elementos ao seu favor, tornando a história mais interessante para o leitor, pois agora nós somos apresentados a dois cenários diferentes, deixando a leitura mais interessante e dinâmica, totalmente diferente do ritmo lento e maçante do livro anterior quando víamos a história pela visão do Número quatro.

É visível o amadurecimento dos personagens, agora John, Seis e Sam estão mais “próximos”, vivendo novas emoções, sentimentos e descobertas de alguns fatos do passado que podem influenciar diretamente no presente e no futuro de sua jornada. John não fica mais se lamentando o livro inteiro por Sarah, Sam continua sendo o geek de sempre, com suas tiradas e comparações com elementos do universo nerd, tira boas risadas do leitor. Seis está mais ousada, e desde o primeiro livro é minha personagem preferida, tomando a posição de líder às vezes, mas sempre agindo em conjunto com seus dois parceiros. Marina é um caso a parte, é o destaque do livro, uma personagem diferente de todos que já tinham sido apresentados na série, com características marcantes, Marina é forte e determinada, não vê barreiras para conquistar seus objetivos e se arrisca custe o que custar, isso se deve ao seu passado onde teve que se virar sozinha e enfrentar o desenvolvimento de seus legados sem o auxilio interino de sua cêpan.

"Nunca perca a fé em si mesmo, e nunca perca a esperança, e lembre-se de que, mesmo quando este mundo mostrar o que tem de pior e lhe der as costas, ainda assim sempre haverá esperança".

A diagramação não deixou a desejar, a estrutura dos capítulos é muito bem dividida, só me senti um pouco incomodado com o tamanho da fonte(pequena), mas com o desenvolver do livro acabei me acostumando e isso não se tornou um empecilho para a leitura do mesmo. Não achei nenhum erro de digitação, e a tradução está perfeita. A capa também está muito boa, seguindo o modelo da capa original americana, agradou os fãs da série (e foi uma oportunidade para a editora relançar o 1° volume com a capa original, que você pode conferir no fim dessa resenha.)

Recomendo o livro a todos os leitores que gostam de um livro cheio de aventuras, literalmente somos colocados num turbilhão de emoções, em alguns momentos os detalhes são tão bem desenvolvidos que me senti no meio da batalha. Se você não gostou de “Eu sou o número quatro”, recomendo que dê uma chance a “O poder dos seis”, pois você não vai se arrepender.

Restam apenas Seis de nós. Seis contra um número desconhecido deles. E nenhuma forma de sabermos como podemos nos encontrar. Somoas a única esperança. A força dos números. O poder dos seis. Pensar nisso faz meu coração bater duas vezes mais depressa que o normal.

 

A continuação de "O Poder dos Seis" vai se chamar "The Rise of Nine" ("A Ascensão do Nove"), e tem seu lançamento previsto para agosto 2012 nos EUA.

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– Série Os Legados de Lorien: 
1- Eu sou o Núemero Quatro (2011) | Resenha;
1/2 – I Am Number Four: The Lost Files: Six's Legacy (disponível em inglês)
2- O Poder dos Seis (2011);
3- The Rise of Nine (previsão de lançamento em inglês 2012)

– Book trailer
 

– Outras Capas:

 

Confira a resenha de "Eu sou o número quatro" clicando na capa abaixo:

 

 

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