Título:  Os Magos
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas: 465 páginas
Editora: Amarilys
Autor: Lev Grossman
Mais informações: Skoob

 

 
 
 
 
 
 

Quentin Coldwater é um gênio precoce às vésperas de entrar na faculdade. Como a maioria das pessoas, Quentin acreditava que a magia não era algo real. Acreditava. Tudo muda quando ele é surpreendentemente admitido em uma universidade – muito antiga, muito secreta, muito exclusiva – de estudos mágicos, ao norte de Nova York. Após se esgueirar por um terreno baldio do Brooklyn na tarde de inverno em que deveria ter feito sua entrevista para entrar em Princeton, Quentin se vê, em pleno verão, no idílico campus da misteriosa Brakebills. Ali – não antes de um difícil e cansativo exame de admissão – ele dá início a uma extensa e rigorosa iniciação ao universo acadêmico da feitiçaria moderna; ao mesmo tempo, descobre também os princípios boêmios da vida universitária – amizades, amores, sexo e álcool.  

Bom diaaaa…

Como vocês estão?

Hoje tem mais resenha. Dessa vez de um livro que está gerando muita polêmica: OS MAGOS do LEV GROSSMAN. Vi várias resenhas negativas, e juro que não consegui entender o motivo. Adorei o livro e fiquei simplesmente apaixonada pela história.

Quentin é um garoto que não se adequa aos padrões “normais”. Ele sempre se sentiu diferente, mas no sentido de esquisito. Um dia vai fazer uma entrevista para entrar em uma faculdade de renome, mas fatos estranhos acontecem e ele é levado a fazer uma estranha prova em uma universidade que ele nunca havia ouvido falar. Na verdade ele também nunca a havia visto, pois não era um local muito visível as pessoas comuns. Quentin não se sentia esquisito à toa. Ele era diferente, ele tinha um dom: sabia fazer mágica. Mágica de verdade.

Brakebills é a escola onde Quentin vai aprimorar seus dons. Lá ele se vê cercado de pessoas que sabem fazer mágica, mas os demais alunos não acreditam na magia da forma pura e verdadeira como Quentin acredita. Em sua infância ele lia livros sobre Fillory, um mundo diferente, praticamente impossível de se chegar, mas que era cercado por mágica. O sonho de Quentin era ir para Fillory, ele sempre achou que só lá ele seria feliz.
 
Vi em vários lugares pessoas comparando OS MAGOS com Harry Potter e Nárnia. Na verdade, algumas coisas são bem semelhantes, como o fato de existir magia, um garoto ir para uma escola para estudá-la e existir um mundo em um universo paralelo (Fillory), mas as semelhanças param por aí. Grossman tem uma escrita adulta, com vocabulário diferenciado. Algumas passagens são pesadas, como as que envolvem sexo e orgias, outras têm passagens mais lentas, mais descritivas. Enfim, achei que a base da história até possa ser comparável com outras obras, mas no total achei bem diferente. O livro é adulto, não fala sobre crianças que se tornam adolescentes, e sim sobre adolescentes que estão se tornando adultos e carregando em seus ombros todo o peso que existe em crescer e amadurecer, mas com algo sobrenatural (a magia) que os cerca devido suas condições de magos.
 
Quentin não é o tipo de personagem principal “eu-sou-o-heroi-e-sou-perfeito”, pelo contrario, ele é bem humano, cheio de defeitos, em momento algum tenta ser herói, é até um pouco amargo e enfadonho. A relação de criar simpatia com um personagem e se encantar com ele fica por conta de Alice. Uma bruxinha (não quero chamá-la de maga) que conquista a gente com sua história de vida e de luta.
 
“Estava claro que ele era uma daquelas pessoas que se sentem em casa no mundo – alguém que nadava com tranquilidade pela vida, enquanto Quentin se sentia forçado a se debater o tempo inteiro em um esforço exaustivo e humilhante só para conseguir respirar um pouco.”

Amei OS MAGOS, terminei a leitura completamente apaixonada e envolvida pela história e pela história dentro da história (Fillory), pelos personagens, pelo método de ensino da magia, pelas transformações que eles vivenciaram para se tornarem adultos, e principalmente, pela mágoa e tristeza que envolveu cada personagem ao final da história, por que ensinou uma lição de vida não apenas a eles, mas também ao leitor, e sim, é muito duro e triste crescer.
 
Não leia OS MAGOS esperando uma história leve de adolescentes. Se vocês esquecerem essa premissa, e não tiverem essa expectativa, vão se surpreender com uma história fantástica. Grossman foi muito feliz na escrita desse livro.
 

Originalmente no blog S2 Ler da Mari
 
Capa Nacional x Internacional : 

 

 

Sobre o autor: Formou-se em Harvard e é doutor em literatura comparada por Yale. Logo percebeu que a carreira de comparar literaturas não era para ele. Em vez disso, passou a escrever regularmente para veículos como Village Voice, Entertainment Weekly, Time Out New York, Salon e The New York Times. Atualmente, é jornalista e crítico de literatura da revista Time. Ele vive no Brooklyn, em Nova York.

 

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