Resenha: Passarinho, de Crystal Chan 16

Resenha: Passarinho, de Crystal Chan


O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu. 

Passarinho é um daqueles livros que não prometem muita coisa, mas durante a sua leitora você vai se apaixonando cada vez mais pelos personagens.



O livro de estreia de Crystal Chan é um presente para os fãs de “Extraordinário”, pois ambos livros trazem lições de vida e pensamentos positivos que vão acompanhar o leitor por um bom tempo.

Joia é uma garota de 12 anos que sofreu ao perder seu irmão, e a narrativa segue os acontecimentos posteriores a esse acidente. Os personagens são bem construídos e apesar de um deslize ou outro, Crystal acertou em introduzir um background rico com crenças de família, atrelados ao sentimento de culpa de parte da família, o que resultou num clima meio pesado para o livro, mas nada que atrapalhe o desenrolar da história.

 “Não gosto de chorar na frente das pessoas, porque isso revela os buracos que temos por dentro.” Página 181

Sim, você vai se emocionar. Não digo chorar (dependendo do seu grau de sensibilidade), pois a autora soube trabalhar bem o lado humano da perda, com certas doses de humor para deixar a história agradável e lúdica, já que se passa na visão de uma garota de 12 anos. O único fator que me incomodou no livro foi a idade mental da protagonista, que por alguns pensamentos e lógicas pareciam de uma pessoa muito mais velha, mas isso não desmerece o mérito do livro.

“(…) Mas, na verdade, há lugares especiais em toda parte. Acho que um lugar pode ser especial simplesmente porque é – foi especial desde o início dos tempos e será assim até o fim, como o penhasco -, e outras vezes é especial por causa do que fazemos quando estamos lá.” – Página 206.  

Recomendo para os fãs de “Extraordinário” e para os leitores que gostam de narrativas diferentes e tocantes ao mesmo tempo.


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