Pegasus e a Batalha pelo Olimpo

Autora: Kate O’Hearn
Ano de Lançamento: 2012
Número de Páginas: 312 páginas
Editora: Leya
Resenha por: Arthur Numeriano

 

 

 

 

 

A jovem Emily renasceu nas chamas, virou o Fogo e salvou o Olimpo da destruição. Com isso os Olímpicos retomaram o que era deles e restauraram a paz, mas não por muito tempo: os terríveis Nirads só tinham perdido uma batalha e começaram a dar sinais de que poderiam atacar novamente. Apesar disso, Emily só tinha um pensamento: salvar seu pai das garras da UCP, a agência governamental que o mantinha preso na Terra. Para isso contará com a ajuda de Joel, seu melhor amigo, Paelen, o Olímpico renegado que virou herói e Pegasus, o garanhão alado e companheiro inseparável.  
          Antes de fazer esta resenha de Pegasus e a Batalha pelo Olimpo, dei uma lida no texto que o Guilherme Cepeda fez do primeiro volume da série Olimpo em Guerra para ver até onde concordamos a cerca dos pontos positivos e negativos da história. Pelo que deu para entender, o Gui gostou mais do primeiro livro do que eu. Chegou até a escrever que a série poderia ser um sucesso, o best-seller do ano… A verdade (a minha verdade, quero dizer) é que a série Olimpo em Guerra passou muito longe disso.
 
O primeiro livro tinha uma história bem bobinha, cheia de buracos, situações idiotas e diálogos absurdamente infantis. Entretanto, Pegasus e o Fogo do Olimpo é aquele típico livro babaca que agrada. Bastante. Apesar dos apesares, acabei dando quatro estrelas para o livro no Skoob. A ação do livro é realmente o seu ponto forte, chega a se igualar à série Percy Jackson & os Olimpianos. O final é que não é lá essas coisas… Mas pelo menos deixou lá o gancho para o segundo livro. E é aqui que começa a minha resenha.
 
Para começar, devo dizer que, ao contrário do primeiro livro, que parecia se aproveitar do sucesso dos livros de Percy Jackson, Pegasus e a Batalha pelo Olimpo, enfim, consolida a série como algo independente, próprio e autossustentável, embora trate do mesmo tema que transformou a saga de Rick Riordan numa das mais famosas do mundo. O primeiro volume parecia mais uma versão paralela de O Último Olimpiano, o último livro da série do semideus filho de Poseidon. Já Pegasus e a Batalha pelo Olimpo leva a história de Emily e Pegasus a um rumo diferente, um rumo próprio.
 
Contudo, o maior problema do livro, e também do seu antecessor, continuam sendo os diálogos entre os personagens. Kate O’Hearn escreve bem, mas não sabe ir além do superficial, não tem o algo mais que torna uma conversa entre personagens interessante ou dinâmica. Alguns diálogos chegam a ser tão babacas que não seria exagero dizer que livros ilustrados, feitos para crianças de quatro a seis anos, têm mais profundidade do que a série Olimpo em Guerra. E pior: diálogos mal construídos resultam em personagens apáticos. Emily, Joe e até mesmo Pegasus parecem ter sido elaborados para funcionarem apenas no modo automático, sem se dar ao luxo de agradar ao leitor.
 
Se você conseguir superar esse problema, que termina – ou talvez tenha eu me acostumado com ele e por isso acabou se tornando relevante – lá pela página 100, você terá uma agradável surpresa: a história começa a ficar boa, atraente e enérgica, mesmo com os péssimos diálogos. Há uma reviravolta acerca de quem realmente são os Nirads, até então considerados os vilões da história, que pode resultar em uma boa ideia, se bem trabalhada, no terceiro e último livro da série, mesmo que o final não tenha deixado pistas sobre o que esperar do próximo volume.
 
No fim, Pegasus e a Batalha pelo Olimpo acaba por valer a pena por duas razões: a história está mais interessante e autônoma e a ação do livro compensa e muito a falta de elaboração nos diálogos. Se alguém me perguntar se eu recomendaria Olimpo em Guerra, eu responderia que sim sem hesitar. Como falei, mesmo com os seus problemas, a série serve, pelo menos, como um bom passatempo. No aguardo pelo lançamento no Brasil do terceiro e último livro, o que me resta é esperar que o próximo volume mantenha o nível desse segundo. E que a Kate O’Hearn tenha aprendido a dialogar melhor.
 

“Os fãs de mitologia grega encontrarão muita paixão nesta trilogia. Kate O’Hearn narra uma vencedora mistura entre aventura moderna e fantasia clássica!” – Rick Riordan

 
Confira a resenha de Pegasus e o Fogo do Olímpo, primeiro volume da série Olímpio em guerra aqui.
 
 

Sobre a Autora: Kate O’Hearn nasceu no Canadá mas foi criada em Nova York, cidade que considera sua casa. Autora de livros de fantasia, suas primeiras obras falavam de dragões e feiticeiros (a série Shadow of the Dragon ) e nos Estados Unidos tornaram-se best-sellers do jornal The New York Times. Narrar aventuras em terras míticas com heróis que poderiam ser eu ou você é seu tema favorito.

 

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