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Resenha: Radiante, de Alyson Noel

Resenha: Radiante, de Alyson Noel 11

 

 
 
Título Original: Radiance
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Páginas: 184
Tradução: Flávia Souto Maior
Resenha Por: Gabriel M. Souza

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Algum tempo após o acidente de carro que a matou, Riley Bloom deixou sua irmã, Ever, no mundo que conhecemos e atravessou a ponte da vida após a morte até um lugar chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora. Riley reencontrou os pais, também vítimas do desastre, e Buttercup, o cão da família. Todos estavam se adaptando a uma morte boa e tranquila, até que ela foi chamada perante o Conselho e um segredo lhe foi revelado: a pós-vida não significa simplesmente uma eternidade de lazer. Riley tem tarefas a realizar. Ela é designada como Apanhadora de Almas, e Bodhi, um garoto diferente, que ela não consegue decifrar muito bem, é seu guia. Riley, Bodhi e Buttercup voltam à Terra para sua primeira tarefa: fazer o Garoto Radiante, que há anos assombra um castelo na Inglaterra, atravessar a ponte. Muitos Apanhadores de Almas já tentaram convencê-lo e não obtiveram sucesso.

Radiante é o primeiro de quatro livros da série Riley Bloom, spin-off de Os Imortais. Quando eu vi o livro pela primeira vez, ano passado na livraria, fiquei com o pé atrás para ler por causa da autora – não gosto muito de Os Imortais. Mas decidi começar a ler mesmo assim, porque precisava praticar um pouco o meu inglês e preciso admitir que o livro realmente me surpreendeu. Li metade dele ainda na livraria, mas como não tinha dinheiro para comprá-lo, deixei o exemplar lá e nunca mais vi outro, até que foi postado no twitter da Intrínseca que eles finalmente lançariam o livro aqui no Brasil. Lógico que não pude deixar de ler e com este livro, bati meu recorde, lendo-o em menos de quatro horas! E, acho que posso dizer, que me tornei fã das aventuras de Riley Bloom.

Não é um livro grande, a narrativa é simples – é narrado por uma menina de doze anos recém-chegada ao pós-vida –, e tudo o que há nele chama a atenção, desde a capa simples que nos passa uma sensação de tranquilidade, até a narrativa, a tradução e a diagramação. Necessito parabenizar a editora pelo trabalho com este, pois realmente ficou impecável.

Alyson Noël mantém os fãs (e até mesmo quem não é fã) de Os Imortais presos ao livro do início ao fim, e apesar de não ser uma história cheia de ação, a mensagem que o livro nos trás é realmente de tocar a alma, nos faz refletir um pouco sobre a vida e a morte, sobre nossas ações aqui na Terra, etc. Riley é mandada à um Conselho formado por anjos e pessoas um pouco “abaixo” dessa classificação e a tornam uma Apanhadora de Almas – isto é, ela tem que convencer algumas almas que perambulam pela Terra a atravessar a ponte até o pós-vida. Fica claro que esta é uma lição que a própria Riley precisa aprender, já que está bem expresso desde o início do livro que ela não está se adaptando à sua nova situação.

Também temos nesta história o cara de bobã… err… quero dizer, Bohdi, o guia de Riley que deverá ensiná-la sua nova profissão. E Buttercup, o cão mais fofo da “outra vida” que assume a função de companheiro de Riley – exceto em algumas horas, que só lendo o livro para entender este detalhe. Juntos, os três partem em uma missão de fazer o Garoto Radiante atravessar a ponte, sendo o segundo ponto mais alto do livro, pois fala-nos sobre superação, deixar de lado os egoísmos e seguir em frente. E depois disso, vem a melhor parte da história, a qual não irei falar só para promover a leitura – mas fique a dica que Bohdi e Riley são personagens mais marcantes do que Damen e Ever.

Por fim, mas não menos importante, há um trecho neste livro que achei muito interessante, que fala sobre a esperança. No mesmo instante em que li isto, pensei imediatamente na história da Caixa de Pandora, onde todos os demônios da humanidade foram libertados, restando para nós apenas a esperança. Não fica muito claro se foi uma sacada da autora, mas posso garantir que é a parte mais tocante do livro, e faz com que os leitores se aproximem ainda mais das personagens e da história em si.

 

A Maioria das pessoas acha que a morte é o fim. 
O fim da vida – dos bons tempos -, o fim de… bem, praticamente tudo.
Mas essas pessoas estão enganadas. 
Completamente enganadas.
Eu sei muito bem disso. Faz quase um ano que eu morri.
 
Capas de ShimmerDreamland.
 
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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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3 Comments

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  2. Gostaria de escrever historias tão maravilhosas como está….

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