Resenha: Série Beautiful Creatures, Kami Garcia e Margaret Stohl 3
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Resenha: Série Beautiful Creatures, Kami Garcia e Margaret Stohl

O mundo Conjurador que conquistou milhões de fãs no mundo todo.

Dezesseis luas foi o romance de estreia das autoras Kami Garcia e Margaret Stohl, que começou a saga Beautiful Creatures. A história de Ethan Wate, o garoto mortal que ficou meses sonhando com uma garota que nunca conheceu, e Lena Duchannes, a poderosa Conjuradora que o leva ao mundo escondido em sua pacata cidade, se tornou uma das sensações sobrenaturais do momento e levou muitos a sonhar sobre um mundo de Conjuradores e Incubus.

Eu já havia falado sobre a mitologia da série no Burn Book e volto a comentar como esse mundo gótico, com um toque vitoriano,  conseguiu me conquistar desde o começo. Em seus quatro volumes, vimos como as autoras conseguiram explorar mundo bem conceitos antigos e traze-los a sua maneira, tudo através dos olhos de Ethan.

O fato da história ter sido contada no seu ponto de vista foi um dos fatores que me chamou mais atenção. Na maioria das vezes, esses romances sobrenaturais sempre eram contados, ou centrados, na garota. O fato delas se arriscarem a fazer algo diferente, deixou que a história fluísse de maneira diferente. Não acho que Beautiful Creautres teria feito o mesmo sucesso se tivéssemos outro ponto de vista. Acho até que os leitores de John Green adorariam sua narrativa.

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Ethan se mostrou ser muito corajoso e seu desejo de fugir de Gatlin, sua pacata cidade em que nada acontece, fez com que muitos jovens se identificassem com essa história. O amor amaldiçoado que dividia Lena desencadeou uma cadeia de eventos que acabou afetando todo o Mundo Conjurador, trazendo novos personagens ao enredo.

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Adoro quando os personagens são tão fascinantes quanto a própria mitologia que os rodeia. Eu conheci diversos rostos, desde nas pacatas ruas de Gatlin até o submundo e no Outro Mundo. E tenho que dizer. Foram poucas às vezes que me decepcionei nos lugares que Ethan me levava em sua busca para salvar a garota que amava e enfrentar as trevas que tomavam tudo ao seu redor.

A série talvez possa ser resumida em amor e escuridão. Algumas vezes, foi um tanto meloso para o meu gosto, e Ethan, mesmo sendo uma das peças que mais funcionou no enredo, ás vezes parecia ser feminino demais. Esse é um problema que ocorre de vez em quando com algumas autoras femininas. Elas escrevem os garotos como elas queriam que fossem, não como eles são de verdade.

Mas eu me diverti à cada volume, com uma história envolvente e personagens que pareciam realmente vir de um mundo gótico mágico. O último volume foi como uma grande jornada do purgatório para casa. O tipo de viagem que você não quer que acabe.

Fico feliz que as autoras decidiram continuar contando a história de Link e Ridley, meus personagens favoritos. Os dois dividiram os melhores momentos e posso dizer que a grande batalha de Link, no último livro, foi um dos meus momentos favoritos da série.

Só espero que alguns rostos conhecidos possam dar um oi de vez em quando.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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