Sob a luz da lua – Nightshade vol. 1
Autora: Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Série: Nightshade 
Páginas: 462
Resenha por: Guilherme Cepeda

 

 
 
 
 
 
 
 
Enquanto outras meninas adolescentes sonham com os meninos, Calla Tor se imagina arrancando a garganta de seus inimigos. E ela não teria como pensar outra maneira. Calla nasceu uma guerreira e em seu aniversário de dezoito anos, ela vai se tornar a fêmea alfa da próxima geração de lobos Guardiões. Mas o caminho de Calla está predestinado a sair de seu curso no momento em que salva a vida de um andarilho rebelde, um menino de sua idade. Este menino humano cheio de segredos vai virar o mundo embalado dos jovens de cabeça para baixo e vai alterar para sempre o resultado da Guerra dos Bruxos de séculos que envolve a todos.

 
Sexy e Arrebatador, Becca Fitzpatrick (autora da série Hush Hush) 
*Só aqui a série já me ganhou, pois querendo ou não, uma citação da Becca não é pra qualquer um.
 
Sabe quando você tem “preconceito/trauma” pós Lobas .. ops Jacob? É então … mas desde a maravilhosa trilogia “Os lobos de Mercy Falls” (Abraço pro Sam) da autora Maggie Stiefvater, esse trauma vem passando e venho me interessando mais e mais por esse tipo de literatura (lupina, por assim dizer.) 
 
Andrea Cremer é mais um exemplo dessa onda lupina que vem me surpreendendo a cada livro, ela sabe usar as palavras certas e criar uma narrativa impecável, ao ponto de que, quando eu percebi, já estava passando da página 400 e infelizmente chegado ao final do livro. 
 
Ok Ok, chega de lamentos e vamos ao que interessa …. 
 
Olá leitores do Burn Book, hoje estou aqui para lhes falar sobre mais um lançamento da Galera Record, trata-se do livro Sob a Luz da Luz da autora Andrea Cremer, primeiro volume da série Nightshade. 
 
Em Sob a luz da lua somos apresentados a um mundo sobrenatural meio diferente do que estamos acostumados (pelo menos pra mim). O livro conta a história de Calla Thor, uma garota de 17 anos que teve seu destino traçado desde o seu nascimento e nunca lutou para mudar isso.Entretanto, um dia enquanto caçava, ela conheceu Shay e acabou salvando a vida dele. O que no momento não parecia nada de mais pra ela, pois mesmo quebrando todas as regras salvando um humano, ela não podia simplesmente deixa-lo morrer e fugir como se nada tivesse acontecido, é ai que as coisas começam a mudar em sua vida, e as consequências futuras desse ato seriam decisivas em sua vida. 
 
Como já disse, Calla está com seu futuro decidido: no Samhain (vulgo Halloween) iria se casar com Ren Laroche e assim unir as duas matilhas (Os Nightshade e os Banes). Calla foi criada como uma Alfa, assim como Ren e por isso devem sempre se destacar e ter espirito de liderança, para que no futuro formem um novo bando e governem o mesmo lado a lado para continuar com a tradição e unir os dois povos que até então estavam relativamente separados por algumas questões que vão se revelando no decorrer do livro. 
 
O livro é intenso, e a narrativa de Andrea Cremer impecável, então é melhor eu parar por aqui descrevendo a história pra não acabar revelando nenhum detalhe a mais e deixar os leitores furiosos comigo. Pra variar um pouco temos um triângulo amoroso, mas dessa vez eu fiquei do lado do mocinho da história, mesmo gostando e entendendo o lado de ambos, acho que Calla fez a escolha errada e quebrou muitas regras para nada. Na capa UK do livro tem a seguinte frase “Ela pode controlar seu bando, mas não seu coração”, ela define boa parte do livro e o que eu queria passar pra vocês sem dar spoilers, se é que me entendem. 
 
Desde Maggie Stiefvater (sim, citei ela de novo, porque quem me conhece sabe que sou viciado na série Os Lobos de Mercy Falls, então Maggie nunca é demais) dei a chance para livros com a temática “lupina” e não me arrependi até agora. A autora não exagerou na sua criação, e misturou lobos com caçadores e feiticeiros, dando uma “quebrada” no estereotipo de YA envolvendo Lobisomens, pois os lobos desse livro me lembraram muito os de Mercy Falls, tanto pela parte da transformação, quanto pela criatividade e diversidade que Andrea Cremer soube explorar sem se perder nas ideias e acabar confundindo os leitores. 
 
O livro tem o seu momento romance sim, mas nada muito meloso que venha a atrapalhar a leitura, tornando-a maçante levando o leitor a entrar em depressão para viver um romance do tipo. (Bjs pro tio Sparks) (Já usei essa frase na resenha de Ladrões de Elite, mas ela coube perfeitamente na situação). 
 
A diagramação e a tradução estão perfeitas, e gostei muito do fato de a Galera Record ter mantido a capa original americana (mesmo a Calla parecendo um avatar na foto) que é muito bem feita e entra pra lista que mesmo a pessoa não conhecendo a história, compraria o livro pela capa. Falando na capa, tem uma citação da Becca que comentei no começo da resenha, mais um ponto pro livro. 
 
Recomendo para todos os fãs de Ya, viciados em “Hush Hush”, “Os lobos de Mercy Falls” entre tantos outros romances sobrenaturais na dosagem certa e impecavelmente desenvolvidos pelas respectivas autoras. Depois de Nightshade, virei fã da autora Andrea Cremer, e mal posso esperar para a Galera Record lançar o segundo volume da série, intitulado Wolfsbane aqui no Brasil (tem boatos que não passa do ano que vem, mas como sou desesperado é claro que vou acabar lendo em inglês.) 
 
Só uma consideração final, até o finalzinho do livro eu era “Team Shay”, mas com algumas coisas e “segredos” do passado que refletem diretamente no presente passei para “Team Ren”, sem mais. 
*Comentário desnecessário, mas não podia deixar passar em branco.
 
 
 
Série Nightshade:
1- Sob a Luz da Lua (2011);
2- Wolfsbane (disponível em inglês);
3- Bloodrose (previsão de lançamento em inglês: fev 2012);
4- Ainda sem título (Nightshade Companion Novel 2012).
 
– Outras Capas

– Wallpapers


 

– Extras:

 


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Enquanto eu estava lendo Sob a luz da luz, me veio essa música na cabeça, não sei porque e muito menos a relação com a  história, mas resolvi compartilhar minha loucura aqui com vocês.

 

Tomo um banho de lua, fico branca como a neve
Se o luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve
É tão bom sonhar contigo, oh! Luar tão cândido.
 
E a parte do Avatar:
 
 

 

 

 

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