Um homem de sorte
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352
Resenha por: Mari
Mais informações: Skoob
 
 
 
 
 
 
 
“Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade.''

 
"Você achou essa fotografia por um motivo. Ninguém deu falta dela também por um motivo. Hoje resolveu pegá-la por um motivo. Ela estava destinada a você."
 

Que a grande maioria "baba ovo" em cima do autor eu nem preciso dizer, e hoje não vou fazer nada diferente disso. Já li outros livros do Sparks, chorei e me emocionei com eles, mas, até o momento, acho que nenhum me agradou tanto como UM HOMEM DE SORTE. Dou meus motivos:

Assim que recebi o livro da Novo Conceito deixei a leitura por último. A sinopse não havia me agradado em nada: Um homem, ex-fuzileiro da guerrado do Iraque, que atravessava o país andando em busca de uma mulher de uma fotografia. Achei a sinopse boba e que o livro teria muitos clichês. Com o fim dos livros de parceria, não tive escolha, peguei UM HOMEM DE SORTE para ler. E aí veio uma surpresa, quando me dei conta estava na página 150 e pensando "Sr. Sparks, como você pode usar palavras tão simples, mas que nos deixam tão profundamentes ligados e mergulhados em suas histórias?" No primeiro dia de leitura li até a página 250 e fiquei completamente apaixonada pela história de Thibault, Zeus, Beth, Ben, Nana e Keith.


No dia seguinte (ontem) fui ler as 100 páginas restantes com o maior aperto no coração, afinal, é Sparks e alguém morreria… Eu li, li, li, e ninguém morria, não tinha uma tragédia. E aquilo começou a me dar uma agonia tremenda, porque eu tinha certeza que algo ruim ia acontecer. Em alguns momentos cheguei a respirar mais profundamente, pensando "é agora!" A tragédia demora a acontecer. Na realidade, ela está no último capítulo, e claro que quando cheguei a ela eu já estava me esgoelando de chorar, pois mesmo antes de acontecer, nós, que já conhecemos o Sparks, sabemos que ele vai espremer nosso coração com as duas mãos e nos deixar desesperados.

 
Mas a parte em que Sparks nos mata mesmo no coração é no EPÍLOGO. É só lá que vamos conhecer a verdadeira vítima da tragédia. Contudo, até meus olhos chegarem lá e lerem as últimas linhas, eu já tinha chorado, me desesperado, surtado, e sentia que a qualquer momento meu coração ia fraquejar… Nunca viNicholas fazer TANTO SUSPENSE! Se a intenção era fazer o leitor ter um treco, ele conseguiu!

O que mais gostei no livro foi a forma leve como ele foi escrito. Mesmo retratando a guerra do Iraque, ele nos transporta pela vida e passagens de Thibault, com palavras que são sempre as mais apropriadas e as que mais emocionam, de forma leve ele consegue (sempre) escrever um livro forte e marcante.

Um fato que me chamou a atenção é a expessura de UM HOMEM DE SORTE. Os demais livros do Nicholas são mais fininhos e temos a sensação que a leitura acaba antes mesmo de começar. Já em UM HOMEM DE SORTE mais páginas foram adicionadas a narrativa, e, se em um primeiro momento eu imaginei que a leitura poderia vir a ficar cansativa, me surpreendi ao final quando desejei que o livro tivesse pelo menos mais umas 100 páginas, pois eu estava adorando acompanhar o desenrolar da história.


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Antes eu gostava do autor, agora me considero uma completa apaixonada! Mal posso esperar para ler os outros livros dele que tenho e ainda não li, mas UM HOMEM DE SORTE sempre será meu preferido!

 
Resenha originalmente no blog s2ler.
 
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