Um Mundo Brilhante
Autor: T. Greenwood
Páginas:336
Editora: Novo Conceito

Resenha por: Guilherme Cepeda
Mais informações: Skoob
 
 
 
 
 
 

Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato.

Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática.

Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu.

Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Um livro que conquista os leitores pela capa, T. Greenwood construiu uma história simples, com acontecimentos marcantes e situações que mostram como as escolhas do homem podem decidir seu destino.

Ben levava uma vida normal, até que encontra um jovem indígena que foi brutalmente assassinado em frente a sua casa. Esse fato acaba afetando diretamente sua vida, pois ele começa a investigar e se envolver mais e mais com o caso, até que conhece Shadi, irmã do jovem assassinado, que pode colocar em risco sua definição de vida e levar a pergunta chave do livro:

O que fazer quando o mundo em que você vive não é o lugar a que você pertence?

Um mundo brilhante” é um livro para ser devorado, daqueles que você pega em um dia e não para mais. Com sua narrativa rápida e direta, Greenwood atinge o leitor em cheio, mostrando que um caso pode virar uma bola de neve, e acabar afetando várias pessoas, pois tudo está interligado.

O livro é dividido em “5 mundos”, cada um retratando uma fase da vida de Ben, que se mostra um homem decidido no começo do livro, mas com o passar do tempo acaba perdendo a linha de pensamento e mudando alguns planos, transformando situações do cotidiano em verdadeiros dilemas de vida. Shadi é uma personagem coringa, acostumada a levar uma vida simples e sem preocupações, começa a influenciar os pensamentos de Ben e mostra pra ele outro lado da vida, onde os gestos simples são mais importantes que ações planejadas, o famoso “Live hard, die Young”.


Greenwood é original, usa os detalhes ao seu favor e deixa o leitor familiarizado com os locais e ações da acinzentada Flagstaff. O tom de tristeza e mistério nos acompanha o livro inteiro, transformando o livro em uma mistura de assassinato, romance e a luta pela vida. “Um mundo brilhante” é um livro diferente, mostra que quando tudo está perdido, sempre tem uma solução, e mesmo que ela não agrade todas as partes, pode vir a ser necessária para o crescimento do senso humanitário e a possibilidade de um recomeço num mundo sem restrições.
 
– Quote:
 

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( … ) Sara sempre estava feliz, o tempo todo. Era otimista e acreditava que tudo acabaria dando certo para ela. O que ele finalmente percebeu era que o otimismo de Sara estava baseado no fato de que nada, em hipótese alguma, nunca havia dado errado no mundo em que vivia. Ela jamais fora privada de nada. Nunca ficara realmente decepcionada. Sempre tivera dinheiro suficiente. Nenhuma pessoa próxima a ela havia morrido, aquilo poderia se ruma razão ridícula para se apaixonar, mas para Ben, havia algo na inexistência de dor na vida dela que parecia quase mágico. Era como se ela fosse abençoada, como se fosse especial. E talvez ele pensasse que, sendo seu namorado, poderia absorver um pouco daquela boa sorte. ( pag 71)

 
– Capa original:
 

– Booktrailer:
 

 

 

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