Uma semana para se perder, Tessa Dare

Como contei na resenha de Uma noite para se entregar, estou super apaixonada por essa autora!

Espero que esta resenha os deixe com vontade de ler toda a série também!




Uma semana para se perder conta a história de Minerva Highwood uma das solteironas da cidade de Spindle Cove. Para quem não sabe, as garotas problemáticas, doentes, que não se integravam à sociedade e precisavam de um empurrãozinho para melhorar, eram enviadas por seus familiares para cidades isoladas com a intenção que fossem reintegradas à sociedade posteriormente. Portanto, essa cidade era conhecida como A cidade das Solteironas e quase não tinha homens solteiros morando por lá para manter a integridade das mulheres intacta (também a sanidade, pois muitas foram enviadas, pois se apaixonaram pelo homem errado ou se envolveram com estes homens errados).

Miranda acompanha a mãe, a irmã mais nova Charlotte e a mais velha Diana, que sofre de asma e precisa se recuperar. A intenção inicial era permanecerem na cidade apenas durante o verão, mas como a Sra. Highwood tem esperanças que Diana se case com o lorde Payne, ficaram com a desculpa de que a maresia e o ar estavam fazendo bem para a mais velha.

Lorde Payne, Visconde Colin Sandhurst Payne, é um galinha e não dorme sozinho, nunca. Se não tem companhia ele passa as noites acordado o que o faz sempre procurar uma mulher para ocupar a sua cama.

É também um lorde sem bens, já que seu primo Bram é responsável por suas finanças até ele completar vinte e oito anos de idade. Ele possui um tutor, pois perdeu os pais em um acidente trágico de carroça aos oito anos de idade e provavelmente o testamento do pai continha alguma regra sobre quando ele poderia assumir seu legado. Não fica claro na história, mas deu para deduzir já que a herança está diretamente ligada ao seu aniversário de vinte e oito anos.

Payne e Miranda tem seus momentos desde o primeiro livro e foi divertido ler o 1 depois de ter lido esse, pois deixou as cenas do primeiro mais interessantes. Eles brigam, ela o agride fisicamente várias vezes, tudo com a intenção de manter imaculada cada mulher de Spindle Cove, principalmente sua irmã Diana, com quem sua mãe acredita que lorde Payne pretende se casar.

A personalidade destes dois é intensa e poderosa o que torna a leitura dinâmica e imprevisível. Não pensem em um romance histórico previsível, este livro, aliás, esta série está longe de ser previsível.

 

“Eu admito”, disse ele, ” que esta não é a primeira vez que atendo a porta no meio da noite para encontrar uma mulher esperando por mim do lado de fora. Mas você é, com certeza, a mulher que eu menos esperaria.” – Colin a avaliou até os pés.

 

Comecemos por uma sociedade que não desvaloriza as mulheres, isto já é um grande diferencial para a época. Temos esta característica devido a peculiaridade da cidade das solteironas e por termos Susana Finch como uma grande madrinha de todos os que moram ou passam por Spindle Cove. Cada mulher e cada homem dessa cidade ou mesmo visitantes, possuem algo diferente, uma força que desconhecem, pois chegam focados demais no que há de errado consigo mesmos.

Miranda é o patinho feio da família. A garota de óculos, inteligente demais, curiosa demais, deselegante demais. A filha debaixo das sombras reluzentes de sua linda, loiríssima e brilhante irmã mais velha – não que Diana faça com que Miranda se sinta inferior, é a mãe delas que faz distinção entre elas.

Payne não sabe viver de outra forma, não aprendeu a ter responsabilidades, a pensar nos outros. E assim como Spindle Cove muda seus visitantes e moradores, ele se sente diferente e deseja com todas as suas forças deixar a cidade.

Seus planos sofrem grande abalo quando, no meio da madrugada, uma solteirona puritana bate à porta do espaço onde vive sozinho no castelo que seu primo herdou ao receber o título de Conde da cidade.

A robusta e corajosa Miranda esmurra a porta, ao menos dessa vez foi a porta que enfrentou seus punhos, e tenta convencê-lo a fugir com ela para Edimburgo, pois pretende apresentar uma descoberta importante para grandes geólogos da sociedade. A fuga possui mais do que apenas o desejo de ter seu trabalho reconhecido. Toda a cidade está comentando sobre o possível enlace entre Payne e Diana e Miranda não suporta a ideia de ver sua irmã se casando com um cafajeste como ele.

A aventura destes dois se inicia muito antes da proposta e Payne tem duas opções: aceitar essa ideia maluca e comprometer o futuro da jovem para sempre – mesmo ela não estado preocupada em ficar solteirona e mal falada por toda a vida – ou fechar a porta na cara dela e voltar para a dama que o está aguardando em sua cama.

Eu me apaixonei por esse casal! Tanto a Miranda como o Payne possuem personalidades admiráveis, apesar do que deixam os outros conhecer. São pessoas que não se abalam diante dos problemas, mas tentam resolvê-los a qualquer custo.

As cenas quentes são um caso à parte. Acho que, até hoje, não tinha lido nada tão intenso como na escrita da Tessa. Intenso, bem escrito, sem vulgaridade e com riqueza de detalhes que fazem nosso coração disparar junto com o da mocinha. Não esperem uma mocinha recatada, Miranda é curiosa e essa é uma de suas características mais interessantes para as cenas hot.

Queria me prolongar mais para demonstrar o quanto amei o livro, mas acredito que já dei spoilers demais.

Um garanhão e uma mocinha que o odeia com todas as suas forças.

O que esperar?

Por favor, leiam e comentem o livro comigo!

Capa
100
Enredo
100
Narrativa
100
Personagens
100
Reader Rating3 Votes
79
100

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