10 Artefatos Literarios que eu sempre quis ter

Meu nome é Nilsen e sou administradora do blog Mudando de Assunto. Como todo mundo que acompanha o Burn Book, também sou apaixonada por histórias – e até arrisco a dar meus próprios rabiscos de vez em quando.

Estou aqui a convite do Gui para trazer um post sobre os artefatos literários que eu gostaria de ter. Porque, convenhamos, todo mundo já quis colocar as mãos em um deles; ou vai dizer que não seria legal ter uma penseira para organizar as ideias ou os sapatinhos da Dorothy para viajar sempre que possível?

1. Camisa de mithril

Motivo: Porque nunca se sabe quando a crise pode me atingir e eu gostaria de ter algo valioso

No mundo inventado por J.R.R. Tolkien em O Senhor dos Anéis, mithril é a Prata dos Anões, um metal de cor azulada mais valioso que o ouro. O mithril é  precioso devido à sua raridade, ao seu brilho, ao peso incrivelmente leve e à resistência imensa. Quando Frodo parte no início da aventura do Anel, Bilbo Bolseiro lhe dá de presente uma camisa de mithril cravejada de esmeraldas, que, de acordo com Gandalf, vale mais que o condado inteiro. O termo mithril, como nunca foi registrado, pôde ser usado em outros mundos fictícios. É por isso que o mithril – também conhecendo como mithral, mythril e mítrio – já apareceu em vários jogos, como Dungeons & Dragons, Diablo, World of Warcraft, Final Fantasy e Harvest Moon.

2. Casa móvel auto-sustentável a ar quente

Motivo: Porque eu adoro viajar e a casa móvel me permitiria ver as paisagens mais bonitas lá de cima

A casa móvel auto-sustentável a ar quente é uma engenhoca enorme, um pouco semelhante a uma série de balões de ar quente interligados, projetado com todas as comodidades de uma casa pequena. Ela aparece em Desventuras em Série, de Lemony Snicket, e foi uma invenção de Hector para escapar da cidade Cultores Solidários de Corvídeos. A descrição da casa móvel é a seguinte: “Doze cestas enormes, cada qual do tamanho de um quarto pequeno, estavam empilhadas no canto, conectadas por toda sorte de diferentes tubos, canos e arames, e rodeando as cestas havia uma série de grandes tanques metálicos, engradados de madeira, jarras de vidro, sacos de papel, recipientes de plástico e rolos de barbante, junto com diversos dispositivos mecânicos grandes, com botões, interruptores e engrenagens, e uma grande pilha de balões vazios”.

3. Bússola de ouro

Motivo: Porque quem não gostaria de um objeto que jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade?

A bússola de ouro – primeiro livro da série Fronteiras do Universo, de Philip Pullman – também é conhecida por aletiômetro. O aletiômetro é um artefato que diz a verdade sobre tudo o que o usuário perguntar. A palavra vem do grego alètheia, que significa verdade, então o aletiômetro funciona como um medidor de verdades. A bússola de ouro é um objeto muito raro: somente seis unidades foram criadas. Ela possui 36 símbolos e quatro ponteiros. O usuário deve girar três pinos para apontar para três símbolos, que formam uma pergunta. Depois, o quarto ponteiro vai apontar para outros símbolos, que darão a resposta. Veja a lista de significados aqui.

4. Espelho de Dois Sentidos

Motivo: Porque é um meio de comunicação rápido, grátis e discreto

O Espelho de Dois Sentidos aparece pela primeira vez em Harry Potter e a Ordem da Fênix como um presente de Sirius para Harry. Ele é formado por dois espelhos que servem para se comunicar entre si. Para contatar o outro espelho, a pessoa deve dizer claramente o nome da pessoa que possui o par, “validando” a comunicação, por assim dizer. Sirius usava o espelho com Tiago durante as detenções em que ficavam separados.

5. Penseira

Motivo: Porque melhor do que voltar no tempo e mudar o que passou é olhar o passado de outro ponto de vista para aprender o que eu fiz de errado

A penseira é um dos tantos objetos incríveis de Harry Potter. Pertencente a Dumbledore, é uma bacia de pedra que emite uma forte luz prateada e que serve para rever lembranças de um ponto de vista diferente, como um narrador-observador. Ao encostar a varinha na cabeça, na altura da têmpora, pode-se “puxar” uma substância que parece um grosso fio de teia de aranha, nem gasosa nem líquida, branco-prateada. A memória brilhante move-se lentamente, parecendo luz liquefeita ou vento solidificado. Ao colocá-la na penseira, podemos revê-la quantas vezes quisermos – é por isso que Dumbledore a usa sempre que sua mente fica com excesso de informação.

6. Espada contraconcorrente

Motivo: Porque eu me sentiria mil vezes mais segura se pudesse andar por aí com uma espada disfarçada de caneta

A  contracorrente (ou anaklusmos, em grego) é a espada mágica de Percy Jackson. Feita de bronze celestial, ela é capaz de se transformar em uma caneta após o simples ato de tirar a tampa. A espada, enfeitiçada para sempre voltar ao bolso do dono, foi  um presente de Poseidon, pai de Percy, e já pertenceu a outro grande herói: Hércules, que recebeu a espada de Zöe Doce-Amarga.

7. Sapatinhos da Dorothy

Motivo: Porque, além de serem lindos, eles seriam capazes de me levar para qualquer lugar do mundo

O famoso par de sapatinhos prateados de O Mágico de Oz pertencem à Bruxa Má do Leste. Porém, quando Dorothy a mata por acidente, os sapatos são confiados a ela para garantir que a perversa irmã jamais consiga usá-los. Há quem diga que existe uma questão feminista escondida em toda essa procura por um par de sapatos – ou talvez tudo se relacione com o fato de que eles podem levar o usuário a qualquer lugar que ele deseje ir. No filme, o sapatinho originalmente prateado ficou da cor rubi porque o diretor achou que ele teria um contraste maior com a Estrada dos Tijolos Amarelos.

8. Peixe Babel

Motivo: Porque, apesar de adorar aprender línguas, seria uma preocupação a menos na hora de ler qualquer site ou viajar pelo mundo

O Peixe Babel é um objeto que aparece no primeiro livro da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, escrita por Douglas Adams. Ele é uma espécie de peixe que pode traduzir instantaneamente qualquer língua. No livro, o Peixe Babel é descrito como “pequeno, amarelo e semelhante a uma sanguessuga, e é provavelmente a criatura mais estranha em todo o Universo”. Ao se alimentar da energia mental das criaturas ao seu redor, ele absorve todas as frequências mentais inconscientes e se alimenta delas, expelindo-as posteriormente na mente de seu hospedeiro. Na prática, ao inserir um Peixe Babel no ouvido você compreende imediatamente tudo o que lhe for dito em qualquer língua.

9. Guarda-roupa de Nárnia

Motivo: Porque ele me permitiria ir para Nárnia, que seria o meu escape diário

Durante a Segunda Guerra Mundial, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie são obrigados a sair de Londres para se instalar numa pequena cidade da Inglaterra. Tudo muda quando eles descobrem um antigo e misterioso guarda-roupa que dá acesso ao mundo de Nárnia, um exuberante país que enfrenta um terrível e prolongado inverno. Nárnia é o local de fuga perfeito: além de ser um lugar lindo, lá o tempo não passa da mesma forma que no nosso mundo. Posteriormente é revelado que o tempo em Nárnia é muito rápido se comparado com o da Terra: 1300 anos em Nárnia correspondem a 1 ano em nosso mundo.

10. Calças Viajantes

Motivo: Porque roupas com valor sentimental valem muito mais a pena. Sem contar que a calça é mágica, portanto vai continuar servindo se eu engordar um pouquinho

Tibby, Carmen, Bridget e Lena são companheiras, cúmplices e confidentes. E a amizade delas, ao que tudo indica, não é pura coincidência. Afinal, elas vieram ao mundo em um intervalo de dezessete dias de diferença entre uma e outra. Porém, pela primeira vez em suas vidas as quatro passarão o verão separadas. E a Calça Viajante aparece na hora exata. O velho jeans comprado no brechó, surrado e desbotado, serve em todas – até mesmo em Carmen, que tem uns quilinhos a mais, e em Bridget, que é alta e tem pernas longas. A Calça é mágica e funciona como um elo, dando origem à Irmandade das Calças Viajantes.

E se você pudesse ter um objeto literário, qual seria?

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