Olá, leitores do Burn Book. Sabem quando vocês esperam meses pela adaptação de um livro e chega à cabine de imprensa do filme e se perguntam: Eu li o livro certo?

Pois bem, foi o que aconteceu com Dezesseis Luas. Às vezes eu penso se os roteiristas/atores ao menos tem conhecimento do livro antes de escrever o filme. A obra de Margaret Stohl e Kami Garcia foi simplesmente detonada.

Não mantiveram boa parte da história e se me permitem vou comparar o estrago a bela adaptação de Percy Jackson. O ator que fez o Ethan não representou o personagem (tomou 3 socos na cara antes de atuar) e a Lena continua chata como sempre.

"Algumas paixões estão predestinadas… Outras adaptações são amaldiçoadas."

Quando eu li o livro em agosto de 2011, tive uma visão totalmente diferente da história. É padrão esperar o pior das adaptações, mas até o aniversário da protagonista mudaram (e sim, é um fato importante na série). Os personagens secundários estavam meio que perdidos no filme e o desenvolvimento da trama foram perdendo o sentido (ao ponto de não ter uma música que seria a “ponte” os personagens no livro).

Os efeitos especiais do filme estavam dignos de uma novela de mutantes da Rede Record. Vidros estilhaçados, pessoas possuídas, mesas rodopiantes, Ethan amassado e só faltou tocar Lady Gaga no filme, AI SIM seria pior que PJ.

O livro é baseado no romance de Ethan e Lena. Um romance proibido, totalmente contra a “tradição” de ambas as famílias. Ethan é um garoto normal, jogador de basquete, estudante do ensino médio, o típico adolescente que deseja curtir a vida e conhecer novas garotas. Quando Ethan começa a sonhar com uma garota de olhos verdes, que gritava por seu nome, implorando por ajuda. No sonho ele sentia-se em queda livre, caindo cada vez mais numa torrente de emoções controversas a respeito de uma garota que jamais havia visto ou tocado.

Enfim, não fui pago pela Paris Filmes e optei por fazer uma crítica sincera sobre o filme (ao contrário de algumas críticas por ai). O filme vem sendo vendido como “o novo Crepúsculo”, e por incrível que pareça eu conseguia gostar dos filmes (só Lua Nova que eu quase dormi, mas ok) e em Dezesseis Luas peguei ódio dos personagens, dos atores, dos roteiristas e afins.

Uma coisa é certa, só nos resta esperar pela adaptação de “Cidade dos Ossos”, para ver se algo ainda se salva nesse ano. 

Deixe sua opinião aqui :)