Burnbook APP: O aplicativo que está promovendo o bullying nas escolas americanas - Burn Book 3
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Burnbook APP: O aplicativo que está promovendo o bullying nas escolas americanas – Burn Book

Pessoal, precisamos falar sobre um assunto muito sério: o cyberbullying. 

Mas o que é o tal do “cyberbullying”? 

É o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com  mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares. É quase uma extensão do que os alunos dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara.

Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores. “O autor, assim como o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos”, explica Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp).

Esse tormento que é a agressão pela internet faz com que a criança e o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos relacionamentos digitais. “Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio.”

Antes de mais nada,  gostaríamos de deixar claro que o BURN BOOK não apoia e não tem nenhuma ligação com esse aplicativo que promove o cyberbullying, pelo contrário, lutamos sempre contra isso para levar alegria e educação para os jovens por meio da literatura. 

Não é de hoje que diversos aplicativos, sites e afins usam desse artifício para ganhar visibilidade e atacar os outros, e o pior, tudo anonimamente. O Secret fez sucesso no Brasil com esse pensamento, era um lugar onde você podia falar qualquer coisa e não seria descoberto/julgado por isso. Esses apps são criados para aumentar o cyberbullying, e promover o ódio nas redes sociais. 

O Mashable destacou a avaliação que está em destaque no aplicativo e ela diz: “Este aplicativo foi criado para aumentar o cyberbullying. Não há nenhuma outra razão.”  e depois completa que não poderia nem compartilhar publicamente o conteúdo que estava dentro do aplicativo, porque era realmente vergonhoso.

O Youpix fez um post falando sobre isso, e levantou a seguinte questão: Se o aplicativo chegar por aqui, o que precisamos fazer?

Se você é pai ou tem alguma criança em casa, sei lá, pode ser seu irmão, está passado da hora de conversar sobre cyberbullying — eles precisam entender que isso é um problema e que podem compartilhar com vocês se estão sendo vítimas de ofensas pela internet. O outro ponto é questionar se os pequenos estão usando o aplicativo – sabe como é, se tem uma coisa que está na moda, então certamente as crianças vão querer participar, mesmo que só baixando o app e lendo o conteúdo.

Além disso, as escolas precisam saber da existência do app e do conteúdo compartilhado através dele. Talvez criar alguma regra de uso ou conversar com as crianças sobre cyberbullying pode ser um bom começo no combate a disseminação do ódio e das ofensas dentro da escola e pela internet.

via Youpix 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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