Publicado no Blog das Séries

 

Pesquisas mostram o que já sabíamos: a dislexia nada tem a ver com inteligência, e crianças que sofrem desse distúrbio podem ser bastante criativas! Isso porque a dificuldade delas está estritamente ligada a ler, escrever e soletrar. Mas as formas de se expressar e se comunicar são inúmeras. Uma vez encorajados, e após descobrirem suas verdadeiras vocações, muitos disléxicos alcançam o sucesso.

Trabalhar com a audição — em substituição à leitura — pode ajudar muito no desenvolvimento de portadores de dislexia. Audiolivros e programas de computador que transformam o texto escrito em palavras faladas, e vice-versa, estimulam a mente e ampliam o vocabulário. Nas escolas, também é interessante conceder tempo extra nas provas e atribuir notas para criatividade e escrita separadamente.

Há casos de disléxicos célebres, como o ator Tom Cruise, a escritora Agatha Christie, o cientista Charles Darwin, o pintor Vincent van Gogh e o imperador da França Napoleão Bonaparte. Veja uma lista com mais dez disléxicos famosos, produzida com base em dados da Associação Brasileira de Dislexia – ABD:

– Cher (cantora)
– Franklin D. Roosevelt (32º presidente dos Estados Unidos)
– George Washington (1º presidente dos Estados Unidos)
– Leonardo da Vinci (artista plástico e inventor)
– Pablo Picasso (artista plástico)
– Robin Williams (ator)
– Thomas A. Edison (inventor da lâmpada)
– Winston Churchill (ex-primeiro-ministro britânico)
– Walt Disney (fundador dos estúdios Disney)
– Whoopi Goldberg (atriz)

Haley Riordan, filho do escritor Rick Riordan, tem dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Inspirado no filho, que aos 9 anos se recusava a ler, Rick, à época professor no Texas, criou o personagem também disléxico Percy Jackson. O jovem, filho de Poseidon, deus grego do mar, embarca em diversas aventuras para matar monstros e salvar o mundo.


O herói improvável e imperfeito da série Percy Jackson e os olimpianos — que já vendeu 2,1 milhões de exemplares no Brasil — vai mal na escola, tem dislexia e é hiperativo. Quando lhe contam que é um semideus, ele descobre que sua mente está programada para o grego antigo — e por isso ele lê palavras em outros idiomas misturadas na página — e que a hiperatividade é fundamental para mantê-lo vivo no campo de batalha.

A boa notícia para os semideuses brasileiros é que o mais novo livro da série de aventuras do personagem – A Marca de Atena – já está “saindo do forno” e será lançado pela Intrínseca em 3 de maio. Ansiosos?

Fonte (em inglês) The Wall Street Journal


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