Imagem gentilmente cedida pela escritora Sheila Mariano Borges

Saudações, galera da plataforma laranja mais querida da Via Láctea!

Um problema facilmente verificado a cada edição do Wattys, principal premiação do Wattpad, é a reação de um grande contingente de pessoas, beirando entre o histrionismo, a paranoia e ao senso de injustiça em relação às suas obras e a de seus amigos de plataforma. Acusações de perseguição e favorecimentos, choradeira em posts variados, críticas aos vencedores (chegando ao cúmulo da arrogância a da ausência de noção, muitas vezes).

Mas o que eu percebo por trás de toda essa reação em massa? A maioria de nós, de fato, fica chateado quando participamos e somos derrotados em algum concurso, mesmo concursos menores e de baixa competitividade Normal. Incomum seria mandar o “caguei” e simplesmente ignorar a derrota. Porque criamos e temos expectativas, porque sonhamos, porque queremos ser lidos, queremos reconhecimento, acreditamos em nosso material, e vislumbramos nesses grandes concursos, possibilidades de crescimento e ganho de visibilidade. Uma derrota pode soar como um atraso de vida, então. E pode até ser, como  pode não ser, e aí entra o fator “postura”. Como vamos nos portar diante dos resultados? A histeria coletiva que nos acomete após cada edição chega até a constranger os vencedores, que podem ficar quase envergonhados por aparecem na lista final.

Diante de tal clima geral, resta-me a constatação: o Watppad gera ansiedade!

Ansiedade por leituras, por votos, por comentários, por audiência, por popularidade, por reconhecimento.

Ansiedade causada também por alguns atos falhos, como postar uma história sem ter um bom número de capítulos concluídos, evitando problemas como, por exemplo, um eventual bloqueio literário que faça com que a pessoa atrase as postagens e acabe, assim, irritando o leitor que acompanha o livro.

A ansiedade causa, por vezes, desistências de escritores que, por razões diversas, não aguentam a pressão de se manter na plataforma, seja por críticas recebidas ou pela supracitado bloqueio.

Como resolver essas e outras questões? Não há fórmula mágica, porque cada um de nós é UM, único e indivisível. Porém, algumas dicas válidas, e que venho tentando implementar em minha vida de escritorete, são:


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  1. Antes de publicar um livro, conclua-o (ou o adiante muito, para não correr o risco de atrasar postagens ou se deixar influenciar pelas reações dos leitores);

  2. Você quer, pretende ou sonhar em viver de escrita? Se a resposta for SIM, muita atenção: foco na escrita. Dispersar em grupos de Whatsapp e Facebook e perder tempo com coisas como programas televisivos ruins só atrasará o seu aprendizado e matará a sua motivação. Mais foco = mais produtividade. Mais produtividade = melhores resultados, trazendo mais motivação. “Ah, mas eu disperso muito e não consigo fugir do reino encantado da procrastinação”. Sim, eu reconheço a dificuldade imensa que é passar reto por um vídeo de gatinhos fofos e engraçados. Porém, permita-se fazer um simples teste: passe, digamos, duas horas seguidas focado em seu livro. Na construção dos personagens, na narrativa, no roteiro, seja lá no que for. Nessas duas horas, esqueça que existe televisão, Netflix, Facebook, celular. Esqueça. Foco, foco, foco. No começo é difícil, mas rapidamente nos acostumamos, e mais rapidamente ainda, vemos os resultados dessa mudança de hábitos. É basicamente uma reprogramação mental.
  3. Leia bons livros (ou assista a bons filmes e séries). Hoje em dia é fácil até demais saber o que é bom e o que não é, o que “pega” e o que “não pega”. Um escritor é, antes de tudo, um ótimo leitor. Leitor de livros, de histórias, de vidas, de mentes, de contextos.
  4. Use os comentários para citar outras formas de evoluirmos! 🙂

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