Scott Pilgrim está feliz com sua preciosa vidinha. Aos vinte e poucos anos, esse canadense levemente excêntrico divide os dias entre o ócio do desemprego voluntário e os ensaios de sua banda de rock, a improvável Sex Bob-Omb.
 

Sua namorada, uma chinesa de nome Knives Chau, tem 17 anos, e o relacionamento casto parece cair bem para o momento, digamos, introspectivo que Pilgrim vem vivendo. Afora a preocupação dos amigos quanto às intenções de nosso herói para com uma garota tão nova, tudo vai bem.

A rotina de videogames e indolência, no entanto, está prestes a sofrer um abalo sísmico. E o nome dela é Ramona Flowers, norte-americana recém-chegada ao Canadá, única entregadora da Amazon na região.

Depois de encontrá-la brevemente em duas ocasiões, Pilgrim apaixona-se perdidamente, faz uma encomenda pela internet e senta à porta para esperar a sua amada. O incrível é que a conversa dá certo, Ramona gosta de Pilgrim e os dois começam a sair. Fim da história.

Só que as coisas nunca são assim, ainda mais para Pilgrim. Namorar Ramona, como ele logo vai descobrir, implica também enfrentar o passado da garota, talvez de maneira mais literal do que o próprio Pilgrim poderia imaginar. Liderada pelo misterioso Gideon, a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona precisará ser derrotada, caso ele queira continuar saindo com ela. Cada um dos sete ex-namorados desafiará o herói para uma luta, enquanto ele ainda tenta contornar relacionamentos passados, o vibrante mundo do rock canadense e a falta de mobília em sua casa.

Esse é o universo de Scott Pilgrim, série criada pelo canadense Bryan Lee O'Malley. Combinando elementos dos universos do videogame, do mangá, dos filmes de kung fu, da música e do cinema às grandes questões do amor jovem e do início da vida adulta, O'Malley criou um mundo com um humor tão particular quanto os personagens que o habitam.

 
     
No Brasil, a Companhia das Letras lançou as HQs de Scott pelo selo Quadrinhos na Cia. de forma diferenciada da realizada no Canadá e nos EUA. Lá fora, o criador Brian Lee O’Maley dividiu as aventuras do personagem em seis volumes. Por aqui, a editora trouxe dois volumes em cada um dos encadernados nacionais. Porém, a editora também não manteve as capas originais e deixou de lado as páginas coloridas (deixando tudo em preto e branco).
 

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