A Netflix lançou cerca de 60 filmes em 2017. E não estamos falando de filmes carregados para sua biblioteca de conteúdos, com direitos de exibição, mas sim de filmes originais: “Netflix Originals”, como o próprio nome indica e lembra. Um deles foi “Bright”, estrelando Will Smith – o que significa que a companhia tecnológica está pegando em nomes pesados. Em 2018, o plano é lançar 80 filmes no total. Será hora de gritar “os alemães estão entrando em Paris?” para a indústria de Hollywood?

Uma nova revolução no mercado do cinema

Primeiro, a internet veio atacar as receitas e a renda do cinema fornecendo às pessoas filmes pirateados. Haveria algo pior que isso? Parece que sim: agora, a internet está dando às pessoas filmes… originais.

Netflix: uma jogada de cassino?

A Netflix parece estar avançando com grande solidez, mas atenção; a empresa está “alavancada” em uma imensa quantidade de dívida. O jornal americano Los Angeles Times afirmou em 2017 que a companhia teria mais de $20 bilhões de dívida acumulada, e que teria, portanto, de começar dando lucro rapidamente; com esses valores, mais parece que os executivos estão jogando no NetBet Casino ou em uma plataforma semelhante, esperando conseguir o grande jackpot. Até onde poderá ir o gigante que bolou o seriado Narcos?

Estratégia sólida: de distribuidor a concorrente

Mas isso não preocupa a direção da empresa. Em uma entrevista à revista Variety no ano passado, o chefe de conteúdo Ted Sarandos afirmou que a companhia começou se preparando em 2015 para a possibilidade – ou certeza! – de grandes “players” como a Fox ou a Disney virem a recusar licenciar seus conteúdos para a Netflix, exatamente porque a distribuidora teria demasiado sucesso e seria vista como um concorrente.

A única opção era acelerar aquilo que seria inevitável: transformar a Netflix em uma criadora de conteúdo, em vez de apenas distribuidora.

Hollywood não estaria gostando da ameaça

Em declarações à mídia no final de março, Steven Spielberg defendeu que os filmes Netflix não deveriam se qualificar para os Óscares. Segundo o célebre diretor, “quando você adota um formato de televisão, você faz um filme para televisão. Aí, se o conteúdo for bom, vai merecer um Emmy [prêmios de TV], mas não um Óscar.”

Mas será que Hollywood se sente verdadeiramente ameaçada? Spielberg aponta que não se sente mais que em outras eras. Segundo o diretor, o desafio Netflix é mais uma evolução do desafio que a televisão vem colocando ao cinema desde a década de 1950, quando os americanos passaram a ficar em casa vendo comédias em vez de pegar um cineminha. “Hollywood compete com a TV há muitos anos”.


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