Saiba mais sobre Condorito e Mafalda, os icônicos personagens de HQs da América Latina 7
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Saiba mais sobre Condorito e Mafalda, os icônicos personagens de HQs da América Latina

Assim como temos a brasileiríssima “Turma da Mônica”, série em quadrinhos criada pelo cartunista Mauricio de Souza, desde 1959, outros países da América do Sul têm personagens ilustres que conquistaram o mundo há décadas. Condorito e Mafalda, representantes da cultura pop do Chile e Argentina, respectivamente, são os maiores exemploa de HQs de língua espanhola que não ficaram restritas apenas aos seus países.

Condorito foi criado pelo cartunista chileno René “Pepo” Rios, com a primeira edição na revista Okey, em 1949. O desenho representa um condor, ave típica da Cordilheira dos Andes. O personagem habita uma província fictícia chamada Pelotillehue, bem ao modelo de diversas cidades pequenas do Chile. Seu sucesso foi tão grande que consquistou o público de muitos países vizinhos de língua espanhola.

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Assim como outros personagens conhecidos, Condorito passou por diversas modificações nos seus traços, desde a sua primeira publicação, porém, a essência cômica do personagem sempre foi mantida. Nas tirinhas, existe sempre alguém que é alvo das piadas ou que está metido numa situação constrangedora. No desfecho da história, os leitores já sabem que um personagem vai cortar o “clima” caindo para trás e dizendo o famoso “iPlop!” ou “iExijo una explicación!”.

Mafalda foi criada pelo cartunista argentino Quino, em 1964, época marcada pela opressão política em países sul-americanos. Os primeiros cartoons foram publicados em Buenos Aires, no semanário Primera Plana. A personagem reconhecida como “A Contestatária” representa os ideais do cartunista e é apresentada para o mundo como defensora das desigualdades sociais e da liberdade. Desde as primeiras tirinhas ela critica o país e defende os direitos humanos, servindo de porta-voz para seu criador nos tempos da Ditadura Militar na Argentina.

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Mafalda não sofreu muitas modificações no seu desenho. Ela tem o perfil de uma precoce menininha de 6 anos, com farto cabelo preto. Seu pai é um funcionário público e sua mãe é dona de casa, modelo de casal típico da época. Os amigos de Mafalda também fazem referência ao sistema de governo. Manolito é filho de comerciantes, e Susanita, uma menina fútil, são representantes do capitalismo.

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Os bairros Montserrat e Santelmo, em Buenos Aires, são locais conhecidos por ambientar as aventuras de Mafalda. Quem visita Santelmo pode encontrar a famosa estátua da personagem sentada num banco, na esquina das ruas Chile e Defensa. Este é um dos passeios que certamente deve ser incluído no roteiro de viagem por Buenos Aires. 

As HQs de Mafalda ganharam características universais e já foram editadas em mais de 50 países. Apesar de Quino não desenhar mais as tirinhas da personagem, ela continua muito atual em livros, exposições e campanhas mundiais. Em 1976, o artista fez a ilustração de Mafalda para a campanha da UNICEF, sobre a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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