A Amazon chegou ao Brasil com a promessa de vender por aqui seus leitores digitais, os famosos Kindles,  e foi exatamente o que aconteceu. No Brasil, pouco a pouco os leitores começam a se adaptar a essa nova forma de ler. É normal haver certa resistência, principalmente porque o leitor digital requer um investimento financeiro inicial que não é baixo, mas que tal descobrirmos o que os leitores dizem sobre a experiência?

Pedi a ajuda dos meus amigos do facebook para reunir relatos reais sobre a leitura no Kindle. Acabei descobrindo detalhes dos quais não fazia ideia e também ponderei alguns pontos  que não tinham me ocorrido. Eu, particularmente, sou apaixonada pelos livros físicos e pela sensação indescritível de passar folha a folha, até chegar ao final. Sem contar que o cheirinho de livro novo e a lombada bonitinha na estante fazem toda a diferença. Ainda assim, desde que descobri o wattpad e a amazon, tenho me permitido explorar o desconhecido antes de julgá-lo sem dar uma verdadeira chance.

A escritora e blogueira Frini Georgakopoulos, por exemplo, ganhou dois kindles e gostou tanto da experiência, que investiria facilmente na versão paperwhite. “Mas Thati, qual é a diferença?” O kindle comum e o kindle paperwhite são bem parecidos esteticamente. O segundo, no entanto, tem luz embutida, o que facilita (e muito!) a vida do leitor que quer ler em qualquer lugar, até em ambientes pouco iluminados ou completamente escuros.

A também escritora Larissa Siriani não substitui o seu por nada e enfatiza que, uma das muitas vantagens do leitor (como não precisar esperar para o livro ser entregue e tampouco gastar uma fortuna com o frete) é importantíssimo para a sua satisfação. E as vantagens não acabam por aí. A escritora Gislaine Oliveira reconhece outras tantas vantagens, incluindo o baixo custo dos livros, poder configurar as letras de acordo com o seu desejo (são 3 tipos de letras diferentes; você pode ler na horizontal ou vertical; e também pode configurar o espaçamento de modo a tornar sua leitura mais confortável), e o fato do leitor digital comportar diversos títulos ocupando pouquíssimo espaço físico. Esse parece um fator importantíssimo para vários usuários, inclusive. A maioria deles lista essa praticidade como um importante fator determinante para a compra.

A escritora e professora Carla Luz também tem uma experiência muito positiva com o kindle e aproveita as muitas promoções da Amazon, mas para ela ainda pesa muito a questão do autógrafo. Quando você gosta muito de um livro e tem a oportunidade de conhecer o escritor, é natural que você queira um registro duradouro do momento. Se você tiver lido a obra no formato digital, não poderá garantir o autógrafo na obra em questão. Para esse quesito ela encontra uma solução: os títulos dos quais ela gosta muito e quer colocar na estante ou garantir um autógrafo, ela compra também na versão impressa. E ela não é a única!

A Gabriela Galdino e a escritora Déborah Aviaras também adotaram a mesma prática. Ao meu ver, isso só comprova que é perfeitamente possível que o livro de papel e o leitor digital coexistam em perfeita harmonia. Um não chegou para extinguir o outro, mas apenas para oferecer uma nova experiência literária.

É claro que também há leitores que não se adaptaram com a proposta, o que é natural. Para a Mayrá Rodrigues e a Tati Gonsales, por exemplo, nada substitui a experiência de ler um livro impresso. Ainda assim, quem se apaixona pelo serviço não cansa de recomendá-lo. É o caso da Andressa Fontes. Brincando, ela diz que “é praticamente uma promotora da Amazon não contratada”, já que vive indicando o serviço para os amigos!

E você, já experimentou a leitura usando o Kindle? Como foi sua experiência? Ainda não experimentou? Então que tal dar uma chance?

Obs.: Um muitíssimo obrigada a todos que compartilharam seus relatos comigo no facebook. Não pude incluir todos na matéria, mas a ajuda de vocês foi essencial para o meu entendimento e para essa postagem!

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