Boneca Russa | Crítica

Boneca Russa é uma série que fala sobre relação humana e o sentido da vida.

Boneca Russa é a nova aposta da Netflix. Uma série de oito episódios curtinhos que acompanha Nadia, uma mulher que revive sua festa de aniversário repetidamente.
*Contem spoilers*
Nadia (Natasha Lyonne, Orange is the New Black) é uma programadora de jogos nova-iorquina, que se vê presa em um looping de vida e morte. Todo dia ela morre e volta para o dia de seu aniversário, só para morrer novamente. E retornar.
A temática poderia ser tediosa, se não fosse pelas mãos da própria atriz que a interpreta (e escreveu a série, de maneira impecável). A personagem é a típica nova-iorquina debochada, que não está nem aí pra nada. Natasha fez um trabalho louvável.
Nadia tenta descobrir o que está acontecendo com sua vida, investigando desde a droga que ela usou ou se o prédio que ela comemorou o aniversário era assombrado. Até encontrar Alan (Charlie Barnett), um cara totalmente oposto a tudo o que Nadia é, e que está vivendo o mesmo looping que ela. Juntos eles descobrem ligações sobre suas mortes e criam uma forte conexão.
No final, a série é um drama com tom de comédia que nos mostra, a sua maneira, o sentido que damos a vida e sobre relações humanas, e brinca com a relação entre existência e tempo-espaço, dando um ar inovador, comparado a todas as outras histórias com o mesmo tema.
Boneca Russa merece as críticas positivas que vêm recebendo, e a sensação boa que fica, quando os créditos começam a subir, é maravilhosa.




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Parceria com Cynthia França, autora do livro Por Linhas Tortas.