Um pouco de Coreia, dorama desenvolvendo intrigas entre as duas Coreias agora no Netflix.

Há algum tempo está claro que o Netflix presa pela diversidade de seus programas e claro que a Coreia do Sul não poderia ficar de fora, não quando seus dramas, conhecidos mundo a fora por doramas, tem se espalhado e provado sua qualidade.

A mais nova aposta foi o drama Descendants of the sun, um melodrama que não tem muito de melo.

A trama começa com dois soldados Yoo Si Jin (Song Joong Ki) e Seo Dae Young (Jin Goo) em um de seus raros dias de folga da força especial do país, curtindo uma manhã quando presenciam um assalto e não conseguem ficar parados, após capturarem o ladrão em fuga, eles o mandão ao hospital para receber os socorros necessários.

Teria morrido ai se Dae Young não tivesse tido o celular roubado no meio do processo de captura, sem poder deixar o celular de um dos agentes de alto escalão da Coreia com qualquer um ambos vão atrás do jovem, fazendo com que Si Jin se depare com Kang Mo Yeon (Song Hye Kyo), uma furiosa doutora pela qual ele não consegue disfarçar seu fascínio.

Entre discussões causadas por um início turbulento e constatações de que ele é um soldado que luta e mata pela segurança de seu país e pela vida dos cidadães dele e de que ela é uma médica que trabalha pela vida seja ela qual for, ambos se pegam presos entre suas escolhas de vida e o desejo que existe entre os dois.

Contudo antes que eles possam pensar mais a respeito Si Jin recebe uma missão para ir até Uruk, na qual ele terá que lidar com problemas externos do exército e ficar um bom tempo fora. Chateada com o rumo das coisas Mo Yeon aceita a proposta de ser voluntária no hospital e quando ela pensou que acabaria, finalmente, esquecendo Si Jin, ele a recepciona no seu mais novo trabalho em Uruk.

Mas cadê os conflitos prometidos no início? Calma, esse é o enredo que serve de espinha para a trama como um todo e dá uma direcionada no público. Como é dito Si Jin é um soldado das forças especiais da Coreia e isso não passa batido, desde o início é mostrado como ele é um agente de importância, que cumpre missões onde ele não tem nome e nem pátria, onde os riscos de morte são absolutos e que destinos estão em suas mãos. Isso gera inimigos que voltarão para lhe assombrar.

Como é comum nos dramas coreanos há muito romance e comédia, mas há também cargas pesadas de emoções e desastres envoltas numa trilha sonora muito marcante e presente que só é reforçada pela paisagem que vemos.


Boa parte do drama se passa fora do país, em Uruk, um lugar de beleza excepcional e muitos povos, ali vemos a equipe médica amadurecendo e enfrentando as provações de tratar pessoas sem as mínimas condições básicas, comuns em países em guerra. Mo Yeon passa a ver com outros olhos o mundo de Si Jin, ela presencia desastres naturais, tráfico humano e assassinatos sem motivo.

Em meio a tudo isso há rumores de guerra entre as duas coreias, nos deixando ver um pouco do que o pais acredita ter do outro lado de uma nação que um dia já foi uma.

Entretanto, e isso é algo que eu gosto muito nos dramas, é que por mais que tudo esteja uma bagunça e por mais que as coisas não sejam fáceis, há aqueles momentos em que a leveza da vida se ressalta e nos garante boas gargalhadas, Si Jin e Dae Young são mestres nisso.

Não é um dos melhores que já assisti, apesar de ser um queridinho meu, mas com certeza é um dos melhores que o Netflix trouxe, tem uma temática que saí da comédia romântica e se aprofunda em outros campos de uma cultura que tem investido muito nisso.

Para quem quer se aventurar, conhecer um pouco dessa cultura, ver paisagens lindas, protagonistas engraçados e uma trama que preenche os principais requisitos para o entretenimento essa é uma boa aposta.


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