Game of Thrones: 6° temporada | Crítica da série

Uma temporada que estará marcada no coração dos fãs como a melhor.

Depois de mais um ano de espera, Game of Thrones está de volta, e valeu à pena cada minuto que esperamos para a chegada da 6° temporada. Essa temporada teve tudo que podíamos esperar, desde grandes cenas de batalha, retorno de velhos amigos e até revelações que estávamos esperando ansiosamente e que comprovaram antigas teorias.

Deixado para morrer a temporada começa exatamente onde a última terminou, com o Lorde Comandante Jon Snow (Kit Harington) sendo traído pelos seus companheiros e esfaqueado até a morte. Diferente do que muitos esperavam, nosso querido bastardo estava mesmo morto. Com Davos Seaworth (Liam Cunningham) sendo aquele a encontrar seu corpo.




Achei um tanto estranho o modo como Davos se mostrou leal ao antigo Lorde Comandante, Melissandre (Carice van Houten) tudo bem, a feiticeira já começava a vê-lo de uma maneira diferente, mas os dois soldados tiveram tão poucos momentos juntos.

Foi tão que eu percebi que Davos havia reencontrado um motivo para lutar ao lado de Jon, tanto ele quanto Melissandre haviam encontrado um novo líder para seguir. Admito que isso não foi tão bem explorado quanto poderia, mas esse trio se mostrou perfeito. Davos era a mão direita que Jon precisava. E o retorno de nosso bastardo foi um dos momentos mais emocionantes da temporada.

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Acho que posso resumir esse sexto ano como feito para os fãs. Teve tudo que nós, amantes de Game of Thrones, queríamos ver. Com Jon assumindo uma função de “protagonista” da série, Daenerys (Emilia Clarke) começando seus preparos para tomar Westeros, Arya (Maisie Williams) entrando ao fundo em seu treinamento e Bran (Isaac Hempstead Wright) nos dando visões da Torre da Alegria. Acho que posso citar diversos momentos que fizeram os fãs ficaram com o coração na mão e por isso acredito que essa temporada tenha sido a melhor.

Mas parte de mim reluta em dar esse título exatamente por isso. Dar o que os fãs querem é uma faca que pode cortar para os dois lados, principalmente numa série como essa que foge de todos os padrões. Para mim as melhores séries são aquelas que nos fazem sentir dor, medo e até raiva. Não que essa temporada não fez isso, mas quando você quer agradar demais os fãs, você acaba despertando apenas um sentimento: felicidade. E isso é um tanto previsível.

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No entanto, mesmo com o excesso de fanservice, os produtores David Benioff e D. B. Weiss souberam como conduzir essa temporada perfeitamente, a levando naturalmente para um novo nível. Arcos novos começaram e o fim está chegando e, mesmo que seja triste dizer adeus, estou mais do que ansioso para ver o desenrolar dos eventos. 

O que nossos produtores souberam como concertar os erros que cometeram na 5 ° temporada, principalmente com o arco final de Cersei (Lena Headey), onde aproveitaram todo o potencial que a atriz podia nos entregar. Os dois últimos episódios marcarão a história da televisão britânica para sempre.

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Uma pena ter que esperar um ano para a 7° temporada.

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