Girlboss é a nova série do Netflix, que entrou no catálogo na última sexta feira. Baseada em uma autobiografia de mesmo nome, a série acompanha a vida de Sophia Amoruso, criadora da Nasty Gal, comércio de roupas que surgiu como um cadastro no e-Bay, virou loja online e chegou a ter dois espaços físicos em pontos disputados de Los Angeles. E tudo isso em apenas sete anos. E apesar de a loja ter declarado falência no ano passado, a série é baseada no livro lançado em 2014, escrito pela própria Sophia.

Estrelada por Britt Robertson, Ellie Reed, Johnny Simmons e produzida Charlize Theron, a série mostra o crescimento e o amadurecimento da personagem, desde a época que batalhava por uma vida normal até o momento em que tudo começa a dar certo. São episódios curtos e que tornam o entretenimento muito mais prazeroso. A história começa em São Francisco no ano de 2006, mostrando a cidade como um lugar dos sonhos e onde tudo poderia se tornar realidade. Menos para a garota Sophia, que aos 23 anos não sabia o que fazer da vida. Pulava de emprego em emprego, sem conseguir parar em algum. Além disso, livre e desimpedida, não tinha perspectivas do que esperar do futuro. Até o dia em que decide vender uma peça de roupa customizada no e-Bay e sua vida muda totalmente de cabeça para baixo.

As impressões que trago aqui não é a série como baseada na autobiografia da protagonista escrita na vida real, até porque não quero fazer comparações entre a série e o livro. No entanto, mostrar sentimentos e vivências que tive ao longo da série. Nesse sentido, aponto que, por ser uma obra ficcional, ela acaba abusando de alguns artifícios e elementos que na vida real não aconteceriam. Pode aparecer exagero da produção do Netflix, mas isso acaba dando um toque a mais a série. A fotografia é bem colorida, algumas situações durante os episódios me lembraram Umbreakable Kimmy Schmidt, de tão absurdas, mas tornam a série mais interativa.


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O que mais me incomodou a princípio, nessa primeira temporada, dando destaques para os episódios iniciais, foi justamente a postura de Sophia. Quando comecei a ver a série, vi alguns comentários no Twitter dizendo que achavam a protagonista petulante e mimada. Sim, ela se mostra exatamente assim em boa parte da temporada, o que dá vontade de dar umas chacoalhadas para ver se acorda para vida. Ela era sim, irritante e sim, muito egoísta em alguns momentos. Mas por outro lado, chega um momento da série em que ela percebe que não bastava ser assim para conseguir o que ela queria. Algumas situações lhe foram colocadas que ela foi obrigada a colocar a mão na cabeça e repensar suas atitudes. E acho que isso é uma das grandes sacadas da série. É mostrar o amadurecimento da garota. A Sophia que conhecemos no primeiro episódio é totalmente diferente daquela que nos despedimos no último. E isso que se torna bacana.

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Nesse sentido, toco em outro ponto que tem a ver com a questão acima. Quando iniciamos a série, percebemos certa pressão em cima da protagonista. Pode parecer balela ou desimportante aos olhos de alguns, mas por outro lado, tem um quê de significativo. Isso talvez se dê ao fato de ter me identificado com a protagonista, o que ocasionou uma compressão maior da situação que ela estava colocada. Há realmente certo pressionamento, tanto pessoal quanto das pessoas ao seu redor, em descobrir realmente o que você quer ser. E aí entra uma questão geracional, que também é abordada na série. Por um lado temos Sophia, Annie, Shane, Nathan e alguns outros personagens secundários de mesma faixa etária, que querem uma estabilidade, e de outro o pai de Sophia, Lionel (interpretado pela maravilhosa Rupaul, que dá um toque mais especial pela sua participação) e os outros vendedores de roupas vintage, por exemplo, que muitas vezes não acreditam no potencial da protagonista e não aceitam o seu trabalho. Esse embate é realmente bem desenvolvido e vale ser questionado e chamado a atenção. 

Nesse sentido, a relação da protagonista com personagens secundários é algo bacana e bem desenvolvido. O relacionamento dela com Shane (que é amorzinho desde o início da temporada), a amizade com Annie (que é dado um foco maior e traz algo de especial) e até com Nathan, um artista que tem a mesma faixa etária e que se encontra na mesma situação que Sophia. Cada um, além de tantos outros, dão um toque a mais a série.

Em um mundo onde conhecemos grandes personagens do mundo da moda, como Miranda Prestley (de O diabo veste Prada), vem Sophia Amoruso e diz que tudo é possível. Basta acreditar no seu potencial. A primeira temporada termina num ponto propício para novas histórias (o que espero que realmente aconteça), deixando a quem assiste um gostinho de quero mais. É curtinha, divertida e um ótimo entretenimento para aqueles momentos que você está se sentindo péssimo e de mal com a vida.

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Confira o trailer da série abaixo:


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Para saber mais sobre Girlboss.

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